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Data de lançamento
19 Jan. 1996Duração
Dois irmãos criminosos sequestram um pastor e sua família para cruzarem a fronteira e chegarem ao México. Eles se escondem em uma boate mexicana frequentada por caminhoneiros e motoqueiros, mas descobrem algo totalmente inacreditável no local.
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UM FILME NOSTÁLGICO, MAS DE PÉSSIMO GOSTO
Um Drink no Inferno é um daqueles filmes que, quando revistos hoje, despertam uma mistura curiosa de nostalgia e vergonha alheia. É extremamente anos 90: exagerado, violento, sexualizado, cheio de personagens absurdos e com uma estética que não faz a menor questão de levar nada a sério.
Hoje consigo assistir ao filme muito mais como uma espécie de paródia do que como um terror realmente assustador. E, dessa forma, ele acaba sendo bem divertido. A mudança brusca do filme policial para o caos dos vampiros continua funcionando muito bem, justamente pelo absurdo da situação. E os vampiros cabeçudos são simplesmente engraçados — é difícil levar aquilo a sério.
Ao mesmo tempo, algumas coisas envelheceram muito mal. Não gosto da maneira como o filme sexualiza personagens jovens e transforma boa parte das mulheres em objetos de desejo. É um tipo de provocação muito característica daquela época, mas que hoje me incomoda mais do que quando assisti pela primeira vez.
Também não dá para ignorar o quanto o filme aposta no mau gosto. Sangue, violência, sexo, humor grotesco e personagens completamente questionáveis são colocados no mesmo liquidificador. Só que, olhando hoje, acho que justamente esse exagero faz com que algumas cenas funcionem melhor como humor involuntário ou paródia do que como terror.
E preciso dizer: fiquei particularmente feliz quando o assaltante estuprador finalmente morreu. O personagem é tão desprezível que, dentro daquele festival de violência e caos, foi uma das mortes que realmente dá uma certa satisfação de assistir.
No fim, Um Drink no Inferno continua sendo um filme muito divertido para rever, principalmente se você entrar na proposta de que aquilo é praticamente uma grande maluquice cinematográfica. Não acho que tenha envelhecido particularmente bem em vários aspectos, mas consigo apreciar muito mais hoje o seu lado trash, exagerado e completamente sem noção.
É nostálgico, é de péssimo gosto, é absurdo e, justamente por isso, ainda consegue ser muito divertido.
Revisto em 27.09.2026
Por Eduardo Gomes Nascimento
Anos 90 na forma mais pura. Salma Hayek, SALMA HAYEK...
Começa como um filme de ação mas acaba se transformando no sobrenatural no decorrer da trama. Pqp que mulherão essa Salma Hayek
Vi A Primeira Vez Na Band no Fim Dos Anos 90,Revi Ontem A Noite na Netflix .Sempre Achei Um Filme Divertido ,E George Clooney Esbanja Carisma!