Policial inexperiente decide procurar garota fugitiva, ignorante do fato de ser ela também uma policial disfarçada, em uma investigação de tráfico de intorpecentes.
Uma alegoria à guerra do Vietnã, onde Bo Lockley (Michael Moriarty), um policial inexperiente e sem treinamento é jogado às ruas novaiorquinas da década de 70, tendo que aprender a lidar com a "fauna" local, um verdadeiro Vietnã. Ele faria parte de uma nova leva de jovens policiais, mais humanos e menos corruptos, que ingressaram na força após o traumático Watergate, onde uma onda de desilusão política se instaurou no país, aliado ao fracasso vietnamita. Patty (Susan Blakely) é também uma dessas jovens policiais que trabalha disfarçada tentando prender traficantes. Ela pede para ser a amante de Stick, um negro traficante, para surpresa de seu chefe. Mesmo surpreendido, ele aceita a proposta. Para dar veracidade ao disfarce de Patty, agora se chamando Chicklet, seus chefes colocam Bo para procurá-la, dizendo ser a filha desaparecida de um político, acreditando que a investigação iria chegar aos ouvidos de Stick, e tendo a certeza que Bo nunca a encontraria. Só que infelizmente Bo consegue localiza-la, e colocar o disfarce dela em perigo.
Sobre o filme, o maior problema é a atuação do Michael Moriarty, ator fraco, que não consegue encontrar seu personagem, seja por limitação ou incompreensão do personagem. A direção do Katselas também não ajuda muito, tentando surfar na onda do grande policial do início dos anos 70, Operação França. A grande estrela é o roteiro do Ernest Tidyman e do Abby Mann, fazendo uma conexão da desilusão dos jovens que voltaram do vietnã, com a situação social do país, que sem dar grandes oportunidades, criava esse submundo de traficantes e cafetões. A identificação desses novos policiais com esses criminosos é grande, de certa compreensão. Toques de racismo e misoginia estão por toda a parte. Se esse roteiro tivesse caído nas mãos de um Coppolla, um Lumet, teria sido um clássico. Nas mãos do Katselas, é um bom filme.
Última coisa: Richard Gere como cafetão e Bob Balaban, como o ex-combatente sem pernas, estão sensacionais.
Uma alegoria à guerra do Vietnã, onde Bo Lockley (Michael Moriarty), um policial inexperiente e sem treinamento é jogado às ruas novaiorquinas da década de 70, tendo que aprender a lidar com a "fauna" local, um verdadeiro Vietnã. Ele faria parte de uma nova leva de jovens policiais, mais humanos e menos corruptos, que ingressaram na força após o traumático Watergate, onde uma onda de desilusão política se instaurou no país, aliado ao fracasso vietnamita. Patty (Susan Blakely) é também uma dessas jovens policiais que trabalha disfarçada tentando prender traficantes. Ela pede para ser a amante de Stick, um negro traficante, para surpresa de seu chefe. Mesmo surpreendido, ele aceita a proposta. Para dar veracidade ao disfarce de Patty, agora se chamando Chicklet, seus chefes colocam Bo para procurá-la, dizendo ser a filha desaparecida de um político, acreditando que a investigação iria chegar aos ouvidos de Stick, e tendo a certeza que Bo nunca a encontraria. Só que infelizmente Bo consegue localiza-la, e colocar o disfarce dela em perigo.
Sobre o filme, o maior problema é a atuação do Michael Moriarty, ator fraco, que não consegue encontrar seu personagem, seja por limitação ou incompreensão do personagem. A direção do Katselas também não ajuda muito, tentando surfar na onda do grande policial do início dos anos 70, Operação França. A grande estrela é o roteiro do Ernest Tidyman e do Abby Mann, fazendo uma conexão da desilusão dos jovens que voltaram do vietnã, com a situação social do país, que sem dar grandes oportunidades, criava esse submundo de traficantes e cafetões. A identificação desses novos policiais com esses criminosos é grande, de certa compreensão. Toques de racismo e misoginia estão por toda a parte. Se esse roteiro tivesse caído nas mãos de um Coppolla, um Lumet, teria sido um clássico. Nas mãos do Katselas, é um bom filme.
Última coisa: Richard Gere como cafetão e Bob Balaban, como o ex-combatente sem pernas, estão sensacionais.