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Num Estado marcado pela diversidade cultural, os metaleiros de Pernambuco criam estratégias de convivência com outros estilos musicais há mais de três décadas. Enquanto uns querem distância do forró, do frevo e do manguebeat, outros não negam a influência do ambiente multicultural em sua sonoridade, sem deixar de lado a agressividade peculiar ao metal como é conhecido no mundo todo.
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Uma ótima documentação audiovisual da cena da música pesada do estado de Pernambuco. Ajuda a quebrar o estigma de que tudo referente ao Metal, Punk e Hardcore no Brasil, surgiu na região Sudeste. Para quem gostou do filme, também se recomenda o livro.
Muito bem feito e ótimo documentário. Interessante saber que a galera das antigas lutava pra ter acesso a material, os primeiros shows que ocorreram aqui em Pernambuco e etc.
Quando eu comecei a escutar metal, há 20 anos, o acesso já era um pouco mais fácil, já tinha os downloads, e um festival como o Abril pro Rock, por exemplo, já estava consolidado na época, na verdade, tinha bem mais shows de metal na minha época de adolescência e início da fase adulta do que hoje em dia.
Em posts anteriores, comentei o livro PEsado, sobre a origem e o reconhecimento do Metal em Pernambuco, escrito por Wilfred Gadêlha. Agora, recentemente, ele disponibilizou no YouTube o documentário PEsado - Que Som É Esse Que Vem de Pernambuco?, que ele dirigiu, ao lado de Léo Crivellari.
Assim como foi publicado no livro, o filme conta como o estado nordestino se transformou no celeiro do som pesado, distanciando do frevo, forró e Maracatu. Bandas como Herdeiros do Lúcifer, Cruor, Will2Kill, Decomposed God, Devotos do Ódio, entre outras bandas falam de suas carreiras, além de depoimentos de fãs e pessoas da cena, sobre como o Metal entrou nas suas vidas.
Além do show histórico do Sepultura em Caruaru, de 1987, que mudou a vida de muitos fãs pernambucanos. Outro destaque é a mistura do Metal com influências nordestino, como o forró, xote e manguebeat. Novas bandas como Terra Prima, Chaosphere e Cangaço renovam o som pesado cabra da peste.
Veremos muitos registros como PEsado, mostrando que o Metal Brazuka não é só no sul do Brasil.
Já saiu em streaming?
Achei massa, mas acho que é muito além disso também. Muitos desses shows eu tive o prazer de presenciar, mas é uma cena que também parece que parou no tempo, inclusive por ser machista ao extremo e obviamente só digo isso porque, estou no meu lugar de fala tendo em vista que passei por muitos shows de metal em Pernambuco, por isso também que senti muito esse peso. Além de quase não existir visibilidade pros grupos de mulheres tanto na música quanto em fã clubes e etc... Por outro lado é bom mostrar que existe metal no nordeste pra quebrar esse preconceito sulista. E pra concluir, o metal, o rock em geral não deve ser fascista, machista/misógino, racista e homofóbico nunca porque deveriamos sempre ir contra qualquer sistema fascista e/ou opressor. Acho que tem espaço pra todos e respeito é essencial em todas as cenas.