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Duração
Um filme em Super-8 de Sérgio Péo. Cenas documentais do cotidiano e gestos performáticos se misturam nesta montagem veloz de imagens produzidas nas ruas do Rio. Frases escritas no asfalto (ou extraídas de placas e jornais) pontuam todo o filme.
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Até ontem, nem sabia quem era o Sérgio Péo. Hoje, tornei-me fã: uma amiga está realizando uma dissertação sobre algumas de suas obras, sendo essa uma das mais destacadas. Vi o posterior ESPLENDOR DO MARTÍRIO e não impressionou-me tanto, mas PIRA faz jus ao título: amei a beleza da atriz negra que ocupa os espaços urbanos, amei os recados escritos a giz no chão, amei a beleza juvenil daquele tocador de flautas, amei a montagem intermitente e epiléptica, amei até mesmo as dificuldades de reconstituição sonora na cópia a que tive acesso. Fui transportado ao Rio de Janeiro do início da década de 1970 graças a este belo curta-metragem. Efusivo demais! (WPC>)