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Data de lançamento
10 Maio 2024Duração
Com muitas sociedades de macacos surgindo desde a liderança do novo Caesar, a divisão entre eles é evidente: alguns desconhecem completamente os feitos do líder, enquanto outros distorcem seus ensinamentos para construir impérios poderosos. Neste novo mundo, um líder macaco busca escravizar outros grupos para adquirir tecnologia humana, desencadeando uma luta pelo poder e sobrevivência. Enquanto isso, um jovem macaco testemunha da captura de seu clã e inicia uma jornada em busca da liberdade. No entanto, é uma jovem humana que se torna a chave para os destinos entrelaçados dessas diferentes facções.
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Legal, mas filler
03 Feb 2025
Pecou por ter um começo fraco
Padrão Disney, família e sentimentalismo, pouca ação e muita camaradagem a questão da 🦅 refugar e tals, *eu dou a vida pelos frascos e comprimidos o orangotango, além de alguns discursos de liderança coaching não é ruim o CGI é ótimo, mas faltou molho e é só uma sessão da tarde bem longa por sinal....
Tem Alguns Spoilers...
Esqueça a neve e o barro da trilogia passada, deixa a filosofia e a busca de identidade de lado. O tempo passou tanto que a natureza engoliu o asfalto, dobrou os arranha-céus de metal e vidro fazendo deles esqueletos cobertos de floresta e samambaia. Mas sem piedade alguma, sem dar privilégios, ela mastigou a raça humana, e os cuspiu de volta no mundo.
Os sobreviventes viraram os chamados "ecos", bichos mudos; os novos animais selvagens, que andam em bando e fogem ao menor sinal de perigo. A Mãe Natureza com sua biologia cobrou o preço final, de quem ousou tirar e deturpar as suas leis.
A história de César virou mito, sua figura religiosa virou lenda, e que agora era deturpada, não pela raça que mandava na terra, mas de uma nova que esta no trono reinando. "Planeta dos Macacos: O Reinado", mostra esse novo e antigo capítulo da franquia, com uma história que caminha 300 anos pro futuro, mas que parece viver séculos no passado.
Noa, é um chimpanzé jovem do Clã das Águias, seu povo não faz ideia de quem foi César; eles vivem isolados em paz, criando águias, vivendo no topo das antigas estruturas de prédios. Até que um dia o inferno chega como um demônio na noite. Uma facção de macacos violentos, usandp mascaras de ferro, armados com estranhos armas elétricas, destrói a vila do Noa, mata o pai dele e escraviza o resto de seu clã.
Noa sai sozinho pelo deserto verde atrás do seu povo e encontra e no caminho encontra dois personagens icônicos na estrada. O primeiro é o Raka, um sábio orangotango que é o último guardião da verdadeira palavra do César. Raka usa o símbolo do milagre, aquele desenho da janela do quarto do César no primeiro filme no pescoço e tenta ensinar ao Noa o que o César pregava: compaixão, justiça e convivência.
E a outra é a Mae (Freya Allan). Ela parece ser só mais uma humana muda e indefesa, mas Noa logo descobre que ela é diferente e esperta. Que por compaixão e insistência de Raka, ela acaba acompanhando os dois na jornada até seu clã, que foi sequestrado por Proximus César, um bonobo gigante, megalomaníaco e inteligente que descobriu a história humana, aprendeu sobre o Império Romano e se autointitulou o "César" da nova era.
Proximus usa o nome e o legado do herói morto para escravizar outros macacos em benefício próprio, distorcendo a lei máxima de "Macaco não mata Macaco". Proximus quer abrir uma fortaleza humana antiga trancada, que na verdade era um bunker cheio de armas e tanques de guerra, pra virar o imperador absoluto da Terra.
O visual e a computação gráfica do filme são sacanagem de tão perfeitos. A textura dos pelos dos macacos molhados na praia, os reflexos do sol, as águias atacando em bando, os prédios tomados pela natureza são de carimbara retina!
A fortaleza do Proximus, à beira do mar, lembra filmes de apocalipses de todas as épocas. E os personagens la dentro levam a gente pra perto do clássico de 1968.
Mas o filme de Wess Ball, faz voce viajar bastante com Noa, Raka e Mae. Você vai percebendo que a humana esconde algo, mas deixa a curiosidade passar, por causa do drama de Noa e as histórias de Raka. Mas tudo explode num grito! Mae sabe falar! Na cena da caçada aos humanos no rio, quem não se lembrou da cena da obra-prima com Charlton Heston? Mae explica um pouco sobre si, mas a missão dela era além de secreta, era muito perigosa. Noa percebe que os humanos não eram só bichos fofos; eles eram predadores perigosos que governavam o mundo com armas de fogo e destruição.
Eles são capiturados pelos macacos de Próximus e o filme vira um pouco dos clássicos de 1968 e algumas coisas dos longas da década de 70 (que eu odeio). Proximus era um macaco que lembra os grandes líderes da nossa história. A presença dele era fora do comum, Kevin Durand deu ao personagem, tudo que o cinema deu aos antigos reis e parias retratados nas telas. O magnetismo dele quando falava era coisa de político dos anos 30, acho que os maiores oradores que o nosso mundo teve a desgraça de ouvir.
Noa estava preso ali, ele encontrou seu clã, sua mãe e quase companheira. Proximus tinha planos para ele, mas era em Mae que seus olhos tinham mais brilho. Ela falava, ele sabia que ela tinha uma missão, mas ficou aguardando, dando corda pra ela nas conversas com seu inteligênte bicho de estimação humano, Trevathan (William H. Macy). Um homem que ensinou a história da raça que construiu a civilização antes deles, e que ele estava atrás de sua ciência, como uma besta selvagem com fome de sangue.
As cenas incríveis, Wes Ball conduz tudo com muito equilíbrio. Construindo bons momentos de tensão e mistério, sem perder a mão em cenas de ação estupidas. Ele consegue passar com muita competência, a importância da missão de Mae, sem entregar as cenas de bandeja, mas mostra tambem que o ser humano nos filmes da franquia sao viloes que querem sobreviver.
As cenas das comportas abrindo, com o mar invadindo o bunker destruindo tudo, aos olhos desesperados de Proximus foi foda! Ver que ele tinha perdido a chance de dominar o mundo, mesmo que na ilusão que ele tinha sobre ter mais tempo por seus planos em prática, com o pouco que lhe restava foi impressionante!
O Noa tentando se salvar e salvar seu povo da inundação no bunker, com ele lutando contra o Proximus usando o canto das águias do seu clã para derrubar o tirano, foi dá hora! O desfecho é enigmático!
Noa reconstrói o seu clã, sabendo o tamanho do mundo e do legado do César. E Mae entrega uma chave para o resto dos sobreviventes humanos, escondidos em outras bases, e que por causa disso conseguiam reativar os antigos satélites de comunicação. Dando a eles o último sinais de vida de uma raça em extinção. Coisa que a Mãe Natureza não vai dar muita esperança.
Charlton Heston no futuro que o diga...
Humanos buscando humanos pelo rádio,
E Macacos olhando para as estrelas.
O do apocalipse tabuleiro tá montado de novo pro clássico de 1968 acontecer.
o primeiro do reboot q gostei um pouco