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Últimas opiniões enviadas

  • Leandro

    Uma fábula dos irmãos Grimm, ao avesso. Um terror antropológico com uma boa estética para o gênero. A iconografia é interessante, pois consegue juntar a exuberante paisagem do verão escandinavo com o desconfortável ritual pagão do povo Hårga. Excelente atuação de Florence Pugh, que é o ponto central nessa história blasé. Pra quem tiver interesse, no site Thrillist tem um artigo que detalha as nuances do filme, sob o título "The Real Places, People, and Art That Inspired the Horrifying Village in Midsommar".

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    Ao que me parece, Ari Aster buscou inspirações em outras peças do cinema, como "O Homem de Palha" (1973), trazendo um roteiro não-original para uma cinematografia muito moderna. Outra inspiração, ao que tudo indica, vem de outro filme de nome "Midsommer" (2003), que tem uma história onde a irmã da personagem principal comete suicídio. No período de luto, essa personagem viaja para a Suécia com alguns amigos para um festival de verão, numa remota vila sueca, o que se descobre ser um ritual oculto e muitas coisas bizarras acontecem. Nota-se que ambos personagens masculinos nos dois filmes possuem o nome de Christian. Também, em entrevista, o diretor Ari Aster falou sobre o trabalho do fotógrafo Joel-Peter Witkin, do qual ele se inspirou para fazer o filme, baseado nos corpos reais que Witkin usa em seus ensaios [só digo uma coisa: sinistro e artisticamente errado].

    Aqui em Midsommar - O Mal Não Espera a Noite, o que me incomodou foi a grande disposição do diretor em focar seu roteiro de forma demasiadamente excessiva nos ritos, símbolos e signos [que mais serviram para justificar a própria trama do que nos guiar para uma atmosfera paralela ao filme] que permearam sua história, onde o ponto de maior conexão foi nas cenas onde Dani (Florence Pugh) expressa seu luto de um jeito em que todos nós podemos nos relacionar de alguma forma, como se ela estivesse numa bolha de quase depressão, onde qualquer estímulo ao assunto da morte de sua família a fizesse emergir com a profunda dor da perda. Excelente atuação.

    Dani se apega ao namoro defasado com Christian, para poder resgatar um pouco de ânimo na vida. Constantemente ela pede desculpas por situações em que ele é quem deveria se sentir culpado, como esquecer do aniversário de Dani, ou mesmo nem comunicar ela dos seus planos de viajar para a Suécia. Sem a personagem de Florence Pugh, o longa ficaria próximo ao de um documentário ficcional muito bem feito sobre um curioso ritual pagão na comunidade sueca de Hälsingland.

    A trajetória de Dani em ser aceita na comunidade, se despedindo do seu luto, da sua relação tóxica, seu passado doloroso ao esboçar um sorriso de Mona Lisa na cena final, demostra que sua personagem não se difere em nada dos habitantes locais, o povo Hårga, pois virou cúmplice desse grupo que se suicida e mata outras pessoas, sob a justificativa de: "é cultural". O filme, ao meu ver, seria muito mais interessante se os jovens estrangeiros buscassem um plano para escapar daquele lugar e fossem impedidos pelos moradores locais, causando uma tensão de fuga nessa história blasé. Lembrei-me de A Casa de Cera (2005), onde as pessoas eram sequestradas, usadas como esculturas e modeladas com cera quente em seus corpos ainda vivos, para serem expostos na Casa de Cera da Trudy Sinclair (artesã do filme). Aqui em Midsommar, as pessoas trazidas de fora e alguns voluntários que serviram seus corpos de oferenda para o ritual, não me agradou, pois esse estilo gore pincelado no filme não me serve de justificativa.

    A ideia geral que eu tive ao final do filme é que Dani conseguiu se estabelecer emocionalmente junto à comunidade local, colocando um fim relativo à sua dor. O conceito do filme de explorar o solstício de verão, como metáfora para a personagem superar o luto é interessante. E eu fiquei imaginando se quando o Midwinter sueco chegar, todas as trevas que assolaram a mente de Dani no passado voltariam a ressurgir. Fica aqui a reflexão.

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  • Leandro

    Seu documentário está longe de uma produção que agrega conhecimento além daquele que já vem sendo divulgado em outras peças. "Alô, Privilégio? É a Chelsea" serve mais como um retrospecto de um pedaço da vida da comediante, especialmente quando ela reencontra seu namorado da adolescência, o Tyshawn, homem negro, que esteve preso por 14 anos.

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    [vale lembrar que o sistema prisional norte-americano é outro ponto importante no debate sobre privilégio branco e racismo, onde outro documentário da Netflix, "13ª Emenda", aborda esse tema com muita importância].

    Chelsea Handler traz humor em todas as suas peças, seja em stand-up, seu talk show, ou documentários. Esse seu novo material faz com que as pessoas que se beneficiam do "privilégio branco" prestem a atenção nas nuances que é nascer de pele cor branca, numa sociedade norte-americana onde em meados de 2017 teve uma marcha supremacista em Charlottesville, no Estado da Virgínia; uma sociedade que, embora já tenha elegido 1 presidente negro, é a mesma sociedade que convive com o fato de que o grupo KKK ainda está operando, ativo, supimpas. Não vamos esquecer daquela reportagem que saiu na BBC Brasil: David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan, elogia Bolsonaro - 'Ele soa como nós'. Gente, que belo tapa na nossa cara! [digo isso pelo fato de o Brasil ser o segundo país em população negra do mundo, apenas atrás da Nigéria].

    Chelsea conversa com alguns de seus colegas comediantes, como Kevin Hart e Tiffany Haddish. Ela também conversa com alunos da Universidade do Sul da Califórnia. Também conversa com mulheres brancas, ligadas ao partido Republicano, que em suas opiniões, "não há privilégio branco nos Estados Unidos".

    O momento mais importante, ao meu ver, foi quando Chelsea vai ao Memorial Nacional pela Paz e Justiça, em Montgomery, Alabama, que trata de registrar as memórias sobre os linchamentos de negros, entre 1880 até 1950. Inevitável não comparar com o memorial do holocausto. Isso tudo faz parte da história da humanidade.

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  • Leandro

    Classificação etária: 18 anos. Definitivamente a série é para maiores, apesar do enredo ser sobre adolescentes numa escola. A dinâmica funciona muito bem. Os personagens são muito bem escritos. Melhor mensagem da série: Todos merecem uma segunda chance!

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    PONTOS NEGATIVOS:

    1. Rebeka foi uma personagem de personalidade incrível e merecia mais atenção, pois ela ficou bem apagada no final. Qual o seu desfecho? nenhum. Descobriu o podre de Cayetana e poderiam ter escrito uma amizade improvável entre elas, mas ficou só por isso. Também deixaram ela a espera de um amor não recíproco. Quero mais Rebeka na terceira temporada!

    2. O relacionamento de Lucrécia e Valerio poderia ser entre primos, como já comentaram aqui (ficaria melhor). Como a série mexe com tabus e temas bem fortes, a intenção era abalar mesmo. Mas isso pode ser um dos pontos negativos da série por trazer um "incesto" (na visão de alguns) ou um "amor proibido" (para outros). Mas o próprio Valerio já encerrou tudo: "somos irmãos". O ponto negativo nessa parte é que o personagem dele não tem mais sentido numa terceira temporada, pois ele só ganha força na dinâmica com Lucrécia. Sem isso, ao meu ver, ele fica deslocado da trama principal. Mas gostaria que mantivessem ele na trama (de alguma forma).

    3. Omar foi um personagem muito estranho nessa segunda temporada . A reação de negação do Ander foi a mesma que muitos fãs (inclusive eu) tiveram. Omar teve um comportamento deslocado, exagerado e fora de si. Esse era ele desde o início e por conta do pai ditador, ele se manteve trancafiado dentro da própria pele? Pode ser, mas a forma como a série abordou isso não ficou legal. Ainda bem que deram um desfecho muito interessante pro casal Omander: eles precisam um do outro, apesar das diferenças e dos problemas (que todo relacionamento possui). Quero mais!

    CONSIDERAÇÕES:

    1. Samuel:

    O personagem dele amadureceu muito! Acredito que a própria série já resolveu o problema do tráfico envolvendo ele. Aquele pacote que ele não entregou, foi a última entrega que ele faria, dita por ele mesmo. Ele pode voltar a fazer entregas? Talvez. Mas a season 2 terminou com ele já finalizando o vínculo de entregador. O "relacionamento" dele com a Rebeka pode acontecer na season 3? Pode. Mas acredito e aposto que Samuel e Carla serão a nova dupla principal. Não vejo terem criado esse romance dos dois para finalizar ali.

    Sobre o pacote que não foi aberto e ficou em baixo da cama, pode ser uma deixa para ele continuar o vínculo como entregador... ou mostrar algum podre dos negócios da mãe da Rebeka.

    2. Adição de novos personagens na Season 3:

    Acredito que deva entrar mais um ou dois personagens (no máximo), pois nessa season 2 não teve nenhuma baixa. Na primeira a Marina saiu e entraram 3 (Rebeka, Valerio e Cayetana). Acredito que para adicionarem mais personagens, mais gente precisa sair, caso contrário a trama ficaria muito cheia e com menos tempo de tela nos personagens já existentes. Uma das coisas excelentes da série, é que eles sabem dividir o roteiro muito bem em todos os episódios, contemplando de forma razoável todos os personagens e os evoluindo aos poucos.

    3. Nano:
    Sim, acredito que ele volta para "causar" mais um pouco. Entretanto, o novo causador de problemas possa ser Polo [vocês não sabem o prazer que é estar de volta!]. Nano foi a ovelha negra da trama, causando danos na vida do próprio irmão. Mas acredito que uma conciliação entre eles vai acontecer e Nano vai se redimir tendo que fazer alguma coisa importante no futuro, algo que envolva Samuel (e ele tenha que provar seu amor pelo irmão, como forma de desculpas). Se houver mais alguma morte, eu aposto que Nano será o personagem que precisará se sacrificar para "salvar" alguém e, infelizmente, morrer. Mas é apenas um palpite para a terceira temporada.

    4. Lucrécia

    Uma personagem incrível, bem trabalhada no deboche, bem nonjentinha e com um humor no ponto. Sinto muita pena dela, pois de todos os personagens ela é a mais alone: Guzmán trocou ela por Nadja. Valerio já decretou que eles são "irmãos" (ao final da season 2). Cayetana usou ela para arrecadar dinheiro. Carla e ela não são mais próximas. Aquele discurso que ela fez na "festa beneficente" foi exatamente o que aconteceu com ela: tombo atrás de tombo na vida dela. Merecido? Com certeza! Mas quero ver mais esse ar de superioridade que ela tem, mesmo estando na lama dos maus relacionamentos.

    5. Nadia:

    Quero ver ela balançando mais a raba. Ela ainda precisa se mostrar mais dona de si. Entendo a questão cultural, da religião e da importância de dar orgulho aos pais. Mas a personagem dela ainda precisa superar (e rápido) esses entraves mentais e sentimentais: tais como a questão de namorar (e transar) com alguém que se ama; ela sabe que é a melhor aluna da sua turma, então precisa honrar isso (ela até fez isso num shade contra Lucrécia, numa prova); filhos também educam os pais. E eu acredito que ela é a personagem perfeita para ter esse papel de mostrar aos pais dela que ela não vai se distanciar da religião nem da cultura da Palestina, mas ela precisa ser quem ela é, autêntica na sua própria essência.

    6. Omar e Ander:

    Acho muito interessante a série mostrar Omander como o maior e melhor casal da série. É um amor recíproco, com seus melhores e piores momentos (assim como todo relacionamento). O personagem do Ander ainda possui esse tom misterioso, que cultivou desde o início. Gostaria que mantivessem esse tom nele. Acho que Omar vai vir na terceira temporada com as sobrancelhas aparadas e um piercing (esse comentário foi feito por ele mesmo e acho que serve de deixa para o que realmente possam mudar no visual dele). Também achei perfeito o que o Ander falou para a investigadora sobre o maior problema de tudo é ela não ter feito um trabalho decente. Se ela tivesse prendido o verdadeiro assassino, nada daquilo teria acontecido. Foi o comentário perfeito!

    DÚVIDAS:

    - Como o pai da Carla sabia de detalhes da investigação? Episódio 7 [5:24] (infiltrados?)
    - O pai da Marina e Guzmán vai ser descoberto pelo desabamento da escola? (pelo uso de materiais baratos na construção).
    - O que tem naquele pacote da última entrega que Samuel não realizou?
    - Carla entregou o pai dela ao dizer que Samuel estava morto? Pois ela sabe do que seu pai é capaz.

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