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Sabino, português radicado no Brasil desde criança, tem um irmão gêmeo residente em Lisboa, que escreve convidando-o a ir a Portugal. Sabino, muito pobre, vive na casa de um filho casado, de favor, mas esconde essa situação do irmão e vai levando sua vidinha em companhia da mulher, vendendo frutas em um carrinho nas ruas de São Paulo. Seu jeito simples e semi-analfabeto irrita Dona Pacheca, sogra de seu filho, que também mora na casa. Os dois têm "arranca-rabos" constantes, o que cria uma situação insuportável e faz com que o filho acabe internando-o em um asilo; é quando chega Agostinho, o irmão de Sabino,e o leva para Lisboa. Agora só a saudade poderá dizer o que o destino reserva para Sabino.
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Até meados da década de 90 eu não havia assistido a nenhum filme do Mazzaropi. Foi quando então a CNT estreou uma sessão aos domingos com os filmes do ator, lá em 1995, e aproveitei pra conhecer essas comédias desse talentoso e criativo humorista e diretor. Esse aqui, mais carregado no drama do que a maioria dos outros filmes dele, não é um dos melhores, mas mantém as qualidades e o humor, com algumas cenas engraçadas.
É um bom filme, com uma forte carga dramática, menos do humor característico de Mazzaropi. Inclusive, achei que esse filme daria uma boa novela.
Não chega a ser acima da média, não tem personagens marcantes nem grandes piadas, como de costume. Destaque para a viúva do Pixoxó, que é uma velha pé no saco, que não larga o genro e a filha, e faz o inferno na vida do Sabino. E também para a netinha do Mazza, Aninha, que é muito fofinha e bem apegada ao avô.
Assistido em 04/07/2025.
Esse tem um pouquinho de roteiro, porém não traz o humor característico que é a marca do Mazzaropi. Nota 6,0
Comparando com o filme que o Mazza vai pra Argentina esse acaba tendo um título mais verdadeiro, já que mostram Portugal, até em belas vistar aéreas! Quanto ao enredo esse é bem tenso,
já que o filho do Mazza é manipulado pela sogra dos diabos pra se livrar dos pais, e a sua mãezinha morre de desgosto no asilo...
é pra se pensar! E tem um macaco bem da hora nesse filme! As cenas mais engraçadas é quando o Mazza vai parar no hospital junto com o cara que o atropelou, rs.
Dos filmes feitos por Mazzaropi, "Portugal... Minha Saudade" é o que carrega mais drama do que comédia. Poucas passagens de humor no roteiro são vistas, em grande parte do tempo a obra se mostra um drama triste, dos pais que sofrem com um filho volúvel que é manipulado pela sogra acomodada e desrespeitosa, que olha para os pais do genro com preconceito por causa da origem humilde.
Amácio Mazzaropi demonstra versatilidade na produção, ao interpretar dois personagens distintos na história. Sabino é o já conhecido caipira xucro mas de bom coração, enquanto Agostinho é o irmão bem educado e de porte refinado, que também tem a sua benevolência. Amácio apresenta o seu talento, ao mostrar que pode interpretar protagonistas dos mais variados modos.
O restante do elenco também cumprem seus papéis com honra, mas o destaque fica por conta da jovem Ana Luísa Lancaster, atuando como a neta Aninha. Não tem como não se encantar pela garota que vê os avôs com brilho nos olhos e depois se compadecer com o sofrimento dela diante da saudade que sente deles. Uma pena a pequena atriz ter sumido da mídia, tinha um talento e tanto pra pouca idade.
As cenas gravadas em Portugal, mostrando a cidade de Lisboa, são muito bonitas, a arquitetura da capital é de se admirar.
Por ser um filme que se diferencia na filmografia de Mazzaropi pela carga dramática mais elevada do que a comédia acaba pegando o público de surpresa, que espera um enredo mais descontraído e engraçado, mas é uma obra que tem a sua simpatia, com uma mensagem interessante de carinho e consideração.