Cinco colaboradoras da era Pinochet cumprem pena em uma prisão de luxo no sopé dos Andes. Com medo de serem transferidos para uma prisão regular após uma entrevista na TV, eles farão de tudo para ficar onde estão.
Enquanto a primeira metade do filme é um retrato realista e quase satírico do privilégio, a reta final mergulha no realismo mágico e no terror psicológico.
Um dos lançamentos mais extraordinários do ano, é o longa-metragem de estreia do diretor chileno Felipe Carmona, uma coprodução Chile/Brasil. Fiquei com ele na cabeça vários dias e recomendo assistirem na tela grande do cinema. No pé da Cordilheira dos Andes, uma prisão especial abriga cinco militares da Ditadura de Pinochet acusados de tortura e assassinatos. Eles cumprem pena, têm regalias na cadeia e são vigiados por seguranças treinados, alguns deles que serve até como confidentes. A entrevista de um dos militares presos a uma emissora de TV (que vai na prisão gravar com ele) dá origem a uma série de situações assustadoras. Com um roteiro certeiro e cruel, tem uma fotografia esplêndida e um trabalho visceral do elenco, que interpreta bem os militares e os guardas. Além da história dos militares, há subtramas interessantes, e muito do filme fica subentendido, aberto a interpretações variadas. A cena final do banquete é um primor – e que nos deixa enjoados! Exibido em festivais de cinema como Londres, Chicago, Guadalajara, Huelva e na Mostra Intl. de Cinema de São Paulo. Nos cinemas pela Retrato Filmes, distribuidora recém-lançada no mercado focada em filmes independentes. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Tem uma abordagem que coloca o espectador em uma interessante posição de análise, e que posiciona o longa num caminho possibilitador. E o mais importante ao final: não humaniza os torturadores. Uma grata surpresa.
Enquanto a primeira metade do filme é um retrato realista e quase satírico do privilégio, a reta final mergulha no realismo mágico e no terror psicológico.
Um dos lançamentos mais extraordinários do ano, é o longa-metragem de estreia do diretor chileno Felipe Carmona, uma coprodução Chile/Brasil. Fiquei com ele na cabeça vários dias e recomendo assistirem na tela grande do cinema. No pé da Cordilheira dos Andes, uma prisão especial abriga cinco militares da Ditadura de Pinochet acusados de tortura e assassinatos. Eles cumprem pena, têm regalias na cadeia e são vigiados por seguranças treinados, alguns deles que serve até como confidentes. A entrevista de um dos militares presos a uma emissora de TV (que vai na prisão gravar com ele) dá origem a uma série de situações assustadoras.
Com um roteiro certeiro e cruel, tem uma fotografia esplêndida e um trabalho visceral do elenco, que interpreta bem os militares e os guardas. Além da história dos militares, há subtramas interessantes, e muito do filme fica subentendido, aberto a interpretações variadas. A cena final do banquete é um primor – e que nos deixa enjoados!
Exibido em festivais de cinema como Londres, Chicago, Guadalajara, Huelva e na Mostra Intl. de Cinema de São Paulo. Nos cinemas pela Retrato Filmes, distribuidora recém-lançada no mercado focada em filmes independentes.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Tem uma abordagem que coloca o espectador em uma interessante posição de análise, e que posiciona o longa num caminho possibilitador. E o mais importante ao final: não humaniza os torturadores. Uma grata surpresa.