No início do século 20 - Ughettera, norte da Itália, vila da família Ughetto. Morar na região ficou muito difícil e os guetos sonham com uma vida melhor no exterior. Reza a lenda que Luigi Ughetto atravessou os Alpes iniciando uma nova vida na França, mudando assim para sempre o destino de sua amada família. Seu neto viaja no tempo revisitando sua história.
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A animação é bonita , bem realizada curtinha e gostosa de assistir e muito embora funcione bem como uma homenagem familiar aja desgraça e morte nesta família, pelo amor dos meus filhinhos, chega um momento que não comove mais ninguém.
Exibido em dezenas de festivais internacionais pelo mundo afora, chega agora aos cinemas brasileiros a animação para adultos ‘Proibido a cães e italianos’ (2022), uma coprodução França, Bélgica, Itália e Portugal. Feita em stop-motion, com traços de documentário, é uma história autobiográfica, do diretor do filme, Alain Ughetto, sobre sua família, na Itália do início do século XX. Os Ughetto deixam o país durante a guerra rumo à América, cruzando os Alpes. Eles pretendem se instalar na terra onde ‘os sonhos seriam todos realizados’. Nessa jornada, a família se unirá para descobrir o mundo, enfrentando percalços dos mais variados. Emocionante, com um leve humor, é uma sincera homenagem aos imigrantes italianos que deixaram suas terras e vieram para a América. Conta com vozes da atriz Ariane Ascaride e do próprio diretor, Alain Ughetto, dentre outros. Em exibição nos cinemas de nove cidades brasileiras: São Paulo, Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto, Curitiba, Porto Alegre e Salvador. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Em "Cem anos de Solidão", livro antológico de Gabriel Garcia Marquez, vai-se narrando em tons épicos a história da família Buendia em uma Colômbia marcada por tensões políticas e sociais, tudo sob o ponto de vista de indivíduos.
Neste filme temos algo muito parecido, mas dessa vez o cenário é a França a partir de imigrantes italianos, com direito a passar também por períodos de guerra. Há grandes sacadas visuais dadas as limitações técnicas do filme, o uso da liberdade em criar cenários, mesmo que pareça uma mão humana ponto peças de papelão, por exemplo, torna tudo muito orgânico e gostoso de assistir.
Ficamos sabendo que o filme foi feito pelo neto de um dos personagens retratados, sendo um filme de homenagem àquela família .
A obra, no entanto, é tipicamente um exemplar onde a forma se sobressai ao conteúdo. Claramente deveria ser assim, já que a proposta é conferir valor ao banal. Então não há uma história marcante por si. O que há é um acuro visual e cênico muito digno, não me surpreenderia se o longa fosse premiado pela beleza estonteante de seus simples, mas eficientes, traços.