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Data de lançamento
17 Jan. 2006Duração
Rachel Carlson (Demi Moore) é uma famosa escritora de livros de mistério que fica arrasada quando Thomas (Beans El-Balawi), seu filho de 7 anos, morre afogado em sua casa em Primrose Hill. Um ano após o acidente ela ainda se sente sem condições de voltar a escrever, apesar de ter recebido um adiantamento de sua editora como forma de incentivo. O casamento dela com Brian (Henry Ian Cusick) também não anda bem, o que faz com que sua amiga Sharon (Kate Isitt) alugue uma cabana em uma pequena e remota vila, para que Rachel possa relaxar. Ela aceita a oferta e aos poucos se adapta à tranquilidade do lugar. Lá Rachel também se envolve com Angus McCulloch (Hans Matheson), um faroleiro que trabalha e mora em uma ilha deserta próxima à vila. Quando Rachel enfim acredita que possa retornar à sua vida normal ela passa a receber estranhas e ameaçadoras mensagens, supostamente enviadas por seu filho, avisando-a de que corre perigo. Sem saber se as mensagens são reais ou fruto de sua imaginação, ela começa a acreditar que está enlouquecendo.
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29.12.2007
13.08.2006
Ah eu gostei...
É bem monótono em certas partes, mas tem um suspense;mistério legal e o desenrolar é legal.
“Half Light” é um filme acometido pelo excesso de ideias. Durante boa parte de sua projeção ele se assemelha a algum projeto gótico que Susan Hayward ou Joan Fontaine estrelariam nos anos 40 (até o farol bicolor feito em maquete alude ao cinema desta época) e quando atinge seu laborioso clímax ele se torna enclausurado pelo excesso de ideias e ultrapassa qualquer senso de verossimilhança.
Demi Moore, em uma de suas fases mais belas, encarna uma escritora de romances de mistério que, após perder o filho em um acidente doméstico, decide passar um tempo na costa irlandesa para processar seu luto, a partir daí, coisas estranhas começam a ocorrer levando a personagem a duvidar da própria lucidez. De tez pálida e semblante soturno, a atriz se encaixa bem no universo místico e obnubilado que o filme propõe. Apesar de lidar com temas fúnebres (a morte de uma criança e o além-vida), o longa é envolto por uma bruma de romance que nunca permite que a angustia da personagem venha à tona - a câmera desliza esguia pelos cenários bucólicos da costa irlandesa e a trilha de cordas evoca um deleite romântico quase piegas; apesar de alguns momentos mais intensos que quase desembocam no terror, o tom é mais lânguido do que tenso.
O problema de múltiplas reviravoltas de roteiro é que, às vezes, bastava uma para que o filme tomasse um rumo interessante e se concluísse satisfatoriamente. “Half Light” poderia ter sido uma boa homenagem ao cinema de Hitchock caso houvesse optado por enfatizar a parte do enredo que remete a clássicos do anos 40 como Gaslight (1944) e Suspicion (1941), filmes sobre mulheres engodadas por circunstâncias misteriosas e que passam a questionar a própria sanidade. “Half Light” tenta fazer isto até certo ponto, mas parece não confiar na eficaz simplicidade deste tipo de premissa e quer amalgamar uma série de outros fatores (que aludem a filmes como Ghost de 1990 - estrelado pela própria Demi Moore - e O Sexto Sentido de 1999) para incrementar seu apelo e isto acaba, no final das contas, o prejudicando. Em vez de fascinante e inquietante, o filme começa a se tornar apelativo, calculado e piegas, extenuando nossa capacidade enquanto audiência de suspender nossa descrença.
O filme é bem bonitinho.