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A luta diária de trabalhadoras do sistema público de saúde brasileiro em defesa da vida, em um país abandonado por seu presidente. Quando Falta o Ar mostra a intersecção entre saúde, religiosidade, desigualdade e racismo estrutural em várias regiões do país. O documentário aborda a pandemia com foco no cuidado, revelando a face humana da luta coletiva contra a Covid-19 em entrevistas com médicos, enfermeiros e agentes comunitários.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Disponível pra aluguel digital na claro tv.
"Que há nos seres humanos mais coisas a se admirar do que se desprezar."
Quando Falta o Ar (Brasil,2022)
Direção: Ana Petta e Helena Petta.
O documentário das cineastas Ana e Helena Petta não traz nenhuma informação que não tenhamos visto durante a incessante cobertura jornalistica durante a pandemia de Covid.
Mas é importantíssimo ver o belo filme.
A câmera adentra casas, hospitais e ruas durante a pandemia, acompanhando a luta diária dos profissionais da saúde pública brasileira.
Eles não só lutavam contra um novo e devastador vírus mas também contra um desgoverno por parte de Bolsonaro e seu clã que espalhavam notícias falsas sobre a pandemia além de atrasar a vacina que teria salvado centenas de milhares de pessoas.
Com uma trilha que inclui Racionais, Amado Batista, Billy Holiday e Monica Salmaso o filme mostra uma esperança que devemos ter nos seres humanos que deram certo como espécie.
#documentario
#sus
Enquanto eu via o filme, minha mãe lembrou de diversas situações ocorridas com ela, quando trabalhou num Centro de Hemoterapia. Por motivos evidentes - já que o filme confere-lhe voz muito ativa, as falas da médica baiana que trabalha num complexo prisional foram as que mais afetaram a minha mãe co-espectadora. Entretanto, fui tocado pela mais sincera das emoções em mais de um instante - principalmente quando um velhinha pergunta à sua médica se pode comer macaxeira. A resposta não poderia ser melhor: "claro que sim, desde que tu não vás se esturricar"! O humanismo contido na citação a um livro-chave de Albert Camus, logo no começo, não foi casual: é um filme que acredita nas pessoas, nas boas ações, na cura que advém da partilha de afetos. Logicamente, alguns traumas referentes a confinamento vêm também à tona, mas os bons incentivos são mais numerosos. O aproveitamento da canção "Mortal Loucura", na voz de divina de Mônica Salmaso, nos créditos finais, foi algo excelente. Gostei bastante! (WPC>)
onde assistir?
Achei que o documentário pegou leve demais com essa coisa que está na presidência. Pelo fato da sinopse oficial do filme ter uma crítica direta ao presidente, esperava bem mais.
Alguns diálogos são muito difíceis de entender, principalmente dos pacientes com máscara de oxigênio, estava com o som no máximo e não entendia quase nada. Outra coisa ruim é que perdem muito tempo mostrando coisas que não contribuem com o assunto, cenas muito lentas, é enfermeira arrumando a cama, passando álcool em superfícies, cenas paradas demais e nada que eu já não sabia, fora que senti falta também de entrevistas com pacientes que superaram a doença, depoimentos, enfim, achei bem fraco, não mereceu não ter ganhado o festival É Tudo Verdade, o documentário "Quem tem Medo?" é bem melhor.
Não mostrou também nada do Kit Bozo, do negacionismo científico, das igrejas abertas em plena pandemia, enfim, qualquer jornal retratou melhor o tema que esse documentário, menos o da Record.
Vou dar 3 estrelas apenas por causa que gostei da sensibilidade de algumas cenas, como uma que mostra o paciente deitado na maca cheio de marcas de soro e partes da pele roxa por causa do vírus que causa problemas nos vasos sanguíneos, então a cena vai mudando aos poucos e quando vemos estamos observando uma imagem do buraco na mão de uma estátua de Cristo pregado em uma capela do hospital, enquanto uma enfermeira aos prantos ora sozinha no local, enfim, a montagem/edição da produção realmente é muito boa.