Faccia a Faccia, lançado no Brasil como Quando os Brutos se Defrontam, é um faroeste italiano que parte de uma premissa interessante, mas que, na minha visão, não consegue desenvolver todo o potencial dramático que propõe.
Achei bem mediano; a transformação do Professor Brad Fletcher (Gian Maria Volonté) para um bandido sanguinário foi realmente do nada e muito abrupta.
Acho que ficou faltando algo, pois o personagem de Beau não parecia ter tanta afeição e confiança nele; ele foi hesitante na maior parte do filme, o que enfraquece a força dessa parceria e o impacto dramático entre os dois
. Faltou aprofundar essa dinâmica para que a transformação de Brad tivesse um peso maior dentro da narrativa.
Outra coisa que ficou esquecida foi a sua doença, que não é mais citada na trama: só falam no começo e depois o elemento simplesmente desaparece, como se não tivesse importância alguma.
Isso passa uma sensação de descuido no roteiro, como se uma peça importante tivesse sido abandonada no meio do caminho.
Agora, não tem o que falar da trilha sonora de Ennio Morricone, mestre máximo das trilhas sonoras, e aqui ele está no terreno que mais conhece e domina, como sempre, elevando o filme em vários momentos e dando uma identidade muito forte à obra.
Western-spaghetti estranho, com uma premissa perturbadora (educado professor do Leste se transforma em sanguinário criminoso depois de desenvolver uma amizade com um assaltante cuja vida salvou), mas prejudicada por um roteiro confuso e fragmentado e um elenco no piloto automático (Volonté está bem esquisito ao fazer a transição de civilizado para bárbaro). A trilha sonora de Ennio Morricone é o que o filme tem de melhor.
Gosto da construção dos personagens. Não são apressados e desenvolvem com precisão e oposição os perfis. O final é emblemático e Volonté entrega demais.
Faroeste cru e violento que aborda questões como o ambiente moldando o individuo, as ótimas atuações de Gian Maria Volonté e Tomas Millian garantem um bom divertimento, além claro da excelente trilha sonora de Ennio Morricone.
Faccia a Faccia, lançado no Brasil como Quando os Brutos se Defrontam, é um faroeste italiano que parte de uma premissa interessante, mas que, na minha visão, não consegue desenvolver todo o potencial dramático que propõe.
Achei bem mediano; a transformação do Professor Brad Fletcher (Gian Maria Volonté) para um bandido sanguinário foi realmente do nada e muito abrupta.
Ele ficou bom em tudo simplesmente do nada, e usaram apenas a premissa de ele ser um homem inteligente para justificar essa virada.
A relação dele com Beau Bennett (Tomás Milián) também poderia ter sido melhor desenvolvida.
Acho que ficou faltando algo, pois o personagem de Beau não parecia ter tanta afeição e confiança nele; ele foi hesitante na maior parte do filme, o que enfraquece a força dessa parceria e o impacto dramático entre os dois
Outra coisa que ficou esquecida foi a sua doença, que não é mais citada na trama: só falam no começo e depois o elemento simplesmente desaparece, como se não tivesse importância alguma.
Agora, não tem o que falar da trilha sonora de Ennio Morricone, mestre máximo das trilhas sonoras, e aqui ele está no terreno que mais conhece e domina, como sempre, elevando o filme em vários momentos e dando uma identidade muito forte à obra.
Assistido em 15/02/2026
Western-spaghetti estranho, com uma premissa perturbadora (educado professor do Leste se transforma em sanguinário criminoso depois de desenvolver uma amizade com um assaltante cuja vida salvou), mas prejudicada por um roteiro confuso e fragmentado e um elenco no piloto automático (Volonté está bem esquisito ao fazer a transição de civilizado para bárbaro). A trilha sonora de Ennio Morricone é o que o filme tem de melhor.
Gosto da construção dos personagens. Não são apressados e desenvolvem com precisão e oposição os perfis. O final é emblemático e Volonté entrega demais.
Que trilha maravilhosa do Morricone transmite uma tensão incrivel
Faroeste cru e violento que aborda questões como o ambiente moldando o individuo, as ótimas atuações de Gian Maria Volonté e Tomas Millian garantem um bom divertimento, além claro da excelente trilha sonora de Ennio Morricone.