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Japão, século XVI. Hidetora (Tatsuya Nakadai), o poderoso chefe do clã dos Ichimonjis, decide dividir em vida seus bens entre seus três filhos: Taro Takatora (Akira Terao), Jiro Masatora (Jinpachi Nezu) e Saburu Naotora (Daisuke Ryu). Com o primeiro fica a chefia do feudo, as terras e a cavalaria. Os outros dois ficam com alguns castelos, terras e o dever de ajudar e obedecer Taro. No entanto, Hidetora exige viver no castelo de alguns deles, manter seus trinta homens, seu título e a condição de grão-senhor, mas Saburu, o predileto, prevendo as desgraças que viriam com tal decisão, se mostra contrário à decisão paterna. Assim é expulso do feudo e acaba sendo acolhido por Nobuhiro Fujimaki (Hitoshi Ueki), que se mostra impressionado com sua decisão de contrariar o pai e casa-o com sua filha. Hidetora vai ao seu castelo, que agora é de Taro, e não é bem recebido, pois seu primogênito é encorajado por Kaede (Mieko Harada), sua mulher, para ter liberdade para tomar decisões e chefiar o feudo. Kaede quer vingar a morte dos pais, que foram mortos por Hidetora em um incêndio, e guarda muito rancor e igual rejeição. Hidetora sente isso quando vai ao castelo de Jiro e assim se vê isolado em seu ex-império e bem próximo da insanidade.
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Ran possui como tema central do roteiro, algo bem simples, mas que ao mesmo tempo trabalha ideias tão do cotidiano, sendo facilmente comparadas para qualquer época que seja projetada. Vingança, compaixão, amor, arrependimento e por aí vai, esses são os sentimentos que regam o roteiro que também teve participação do diretor, se inspirando em grande parte nas obras do Shakespeare. Sobre os aspectos técnicos, é o visual Kurosawa, totalmente único em seus longas, com destaque total para a fotografia e a utilização de cores.
**** (Ótimo)
Se a vingança nunca é plena mata a alma e a envenena, a Lady Kaede nunca ouviu falar dessa frase. 8P
História clássica transportada pro Japão feudal, onde a traição comia solta
Ran é um daqueles raríssimos filmes que justificam a própria existência do cinema. Uma obra-prima absoluta.
a única falha do filme são os figurantes mortos que ficam piscando e se mexendo, todo o restante é ouro puro, em especial a atuação do tatsuya, a maquiagem dele colhendo flores chegou a me arrepiar!