Raoul Wallenberg, nascido no ano de 1912 em Estocolmo, é enviado para Budapeste em julho de 1944. Seu trabalho é salvar judeus do Holocausto e seus métodos não são convencionais. Em janeiro de 1945 foi preso pelos russos no Cerco de Budapeste. O homem que salvou vidas nunca mais voltará para casa.
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》O homem que desafiou Hitler com papel e coragem ,e desapareceu para sempre.
Poucos conhecem o nome Raoul Wallenberg, mas ele foi um dos maiores heróis da Segunda Guerra Mundial. Um diplomata sueco que, sem disparar um único tiro, desafiou o terror nazista e salvou milhares de vidas com nada além de passaportes, palavras e bravura.
Em 1944, com a Hungria tomada pelos nazistas, os trens rumo aos campos de extermínio não paravam. A cada semana, milhares de judeus eram deportados para a morte certa. Mas então, Wallenberg chegou a Budapeste.
Designado pela Suécia com a missão de ajudar refugiados, ele foi além de qualquer protocolo diplomático. Criou passaportes de proteção, falsificou documentos com aparência oficial e começou a distribuí-los como se fossem bilhetes para a vida. Cada papel dizia: "Este cidadão está sob proteção do reino da Suécia." E os soldados nazistas recuavam.
Mas ele não parou por aí.
Arrendou mais de 30 prédios, declarou todos como extensões da embaixada sueca e os encheu com famílias inteiras. Enfrentou nazistas no meio da rua, subiu em trens lotados com deportados, puxou pessoas pelos colarinhos e gritou diante dos oficiais: “Esse homem é sueco! Está sob minha proteção!”
Estima-se que mais de 100 mil pessoas foram salvas graças a ele.
Mas o que aconteceu depois é tão misterioso quanto trágico.
Em janeiro de 1945, quando o Exército Vermelho libertou Budapeste, Wallenberg foi preso pelos soviéticos. Acusado de espionagem, foi levado para a União Soviética ,e nunca mais foi visto.
A versão oficial dizia que ele morreu de ataque cardíaco em 1947. Mas ex-prisioneiros juraram tê-lo visto vivo anos depois, nas prisões soviéticas. Até hoje, o destino de Raoul Wallenberg permanece um enigma.
Um homem que arriscou tudo por pessoas que não conhecia. Que enfrentou nazistas com a força da diplomacia e desapareceu como um fantasma na história.
Raoul Wallenberg não usava armas. Ele usava coragem. E por isso, o mundo nunca deveria esquecê-lo.