Nos arredores de Birmingham, na Inglaterra governada por Margaret Thatcher, a família Billingham vive à margem da sociedade, em um cotidiano de pobreza, negligência e sujeira. Baseado nas memórias do premiado fotógrafo transformado em diretor, Richard Billingham, de crescer em um lar desajustado, com um pai alcoólatra e os impactos que sua família deixou nele e no irmão mais novo.
(Fonte: AdoroCinema)
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fotografia nuclear
lindo e sujo de morrer!
Mediano
Pesado, doloroso e estranhamente realístico.
Uma película extraordinária, que retrata a miséria, pobreza, e promiscuidade, impostas aos cidadãos pelo regime da Inglaterra, através das suas políticas neoliberais aplicadas durante o governo da sr.ª Thatcher.
O retrato de uma família empurrada para a desgraça pelo sistema económico neoliberal, uma mãe ausente, negligente e parasita, que vota os filhos ao abandono, e um pai vítima do desemprego, sem qualquer esperança.
Ironicamente intitulado a partir do nome dos pais, este drama londrino preocupa-se em ilustrar as consequências da negligência paterna na vida de seus dois filhos. Para tanto, adota uma estrutura subdividida em três épocas distintas, duas narradas continuamente enquanto a terceira, intercalada nessas. Funciona muitíssimo bem, forçando o público a reconhecer a ruína daquela estrutura familiar não apenas pelo desenrolar das tramas em cada segmento, mas também pelas lacunas que as separam.
O formato de tela 4 x 3 (no lugar do tradicional 16 x 9) magnifica a sensação de clausura proporcionada dentro da família e explora, com bastante liberdade, este porta-retrato e o comportamento de seus membros como sintomas da doença do desamor, que repercute naquele meio. Tudo amarrado por situações verossímeis e fotografadas com grão grosso que acentua o desalento daquele meio. Um cartão de boas vindas daqueles do estreante Richard Billingham.
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