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Data de lançamento
9 Julho 2015Duração
Rectify apresenta a trajetória de Daniel Holden, um homem condenado à morte pelo estupro e assassinato de uma adolescente. Passadas duas décadas no corredor da morte, ele é liberado graças às novas evidências de DNA. Por ter passado muito tempo no isolamento, Daniel sente dificuldades de se readaptar à sociedade e à sua família.
Emissora: SundanceTV • Episódios: 06 • Duração: 43 min.
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Quanta delicadeza e realismo nesse roteiro. Quantos personagens bem desenvolvidos, eles são tão ricos de emoções, que é impossível não se importar com eles, ou não querer ver que caminho seguirão.
A trilha sonora, a direção, tudo muito bem pensado e bem feito.
É linda e emocionante.
Agora bora pra temporada final, porque estou ansiosa e esperançosa pelo futuro do Daniel.
Somos o que somos, apenas terráqueos, os seres mais cruéis e malignos que habitam este planeta, Rectify expõe esse comportamento...e é sensacional.
Há séries que são para puro entretenimento e séries que existem para fazer pensar. Não que Rectify também não possa ser enquadrada na primeira categoria, mas venhamos e convenhamos, a falta de plot twists ou de um certo humor para segurar a história pode afastar o público mais entusiasta de séries medianas que lançam mão de artifícios para atrair a audiência. Em Rectify, assim como em Breaking Bad, vemos que os produtores se garantem em entregar uma boa história, por isso que a série a maior parte do tempo se encontra entre os episódios de desenvolvimento, mas esse desenvolvimento não é fraco e nem ao menos mal feito, com pontas soltas. O roteiro não lança mão do artifício da "surpresa", o autor da história se preocupa mais com expor os sentimentos dos personagens, esmiuçar cada detalhe, cada inquietação interna, e a partir daí os diálogos, a cada episódio, funcionam como uma complementação dos diálogos do episódio anterior; dessa forma, os personagens parecem estar sempre dialogando sobre um tema que nunca morre completamente. É o caso do Teddy com a Tawnew, que por vários episódios acabam dialogando sobre a sua relação, num vai-e-vem que, no final, chega à conclusão de que a relação está desgastada. Ted (pai), por sua vez, tem uma postura de pessoa sempre prestativa e solícita, ainda que na maioria dos momentos demonstre alguma inquietação, suas falas são curtas e suas intervenções são breves. A irmã do Daniel aparece sempre preocupada e, nesta temporada, vemos o seu lamento pelo fato de ter lutado tanto para inocentar o Daniel e, no fim, ele mesmo confessa que matou Hannah; aquela cena em que ela desabafa em público foi sofrida e constrangedora, mas era algo que ela precisava botar para fora. Daniel, por sua vez, sempre se remói entre a culpa que sente e entre o julgamento que fazem dele, vemos isso na respostas irônicas ou ambíguas que ele sempre dá ao Xerife, ou seja, ao mesmo tempo em que ele sente culpa não consegue aceitar carregar esse fardo sobre o olhar inquisidor do Xerife, vemos que Daniel sabe de muita coisa, mas não entrega quase nada. Na outra ponta, a investigação se desenrola, com um caso já quase solucionado, com os demais suspeitos confessando os seus pecados, outros escondendo e outros sendo punidos por terem sido encurralados pelas provas, mesmo quando as provas não revelam totalmente a verdade. Enfim, foi uma boa temporada de uma série que consegue balancear 70% de drama com 30% de suspense, sem entregar nenhum dos dois de forma desleixada, fazendo da competência roteirística e filmográfica uma constante.
Que season finale linda :(((
Perfeiçao em forma de serie, serio nao tem outra serie igual. Trata tudo com tao delicadeza, e os dialogos profundos sao interpretados com naturalidade. Amo.