11 anos depois que seu marido foi morto pelo grupo basco ETA, Maixabel Lasa concorda com um pedido para se encontrar com um dos assassinos que está na prisão, na tentativa de encontrar algum tipo de justiça restaurativa.
Com atraso de quatro anos, chega aos cinemas brasileiros pela Pandora Filmes o eficiente drama político espanhol ‘Redenção’ (2021), baseado em uma história real. Dirigido pela cineasta espanhola e atriz Icíar Bollaín, o contundente longa toca em temas como luto e reparação, com o terrorismo do ETA como pano de funda - organização nacionalista que reivindica a pátria basca, localizada entre Espanha e França. A personagem-título (o título original é ‘Maixabel’), Maixabel Lasa (1951-), é uma ativista política que busca respostas sobre o assassinato do marido, o político de esquerda Juan María Jaúregui (1951-2000), cometido pelo ETA em 2000. A história se passa 11 anos depois da morte de Juan, quando Maixabel - papel fenomenal da atriz espanhola Blanca Portillo, de filmes de Pedro Almodóvar, como ‘Abraços partidos’ (2009) e ‘Volver’ (2006), recebe a proposta de se encontrar frente a frente com o assassino do marido, dentro da prisão basca de Nanclares de la Oca, onde cumpre pena. O criminoso, Ibon – papel do bom Luis Tosar, hoje rosto frequente em filmes e séries espanhóis da Netflix, como a minissérie ‘Os favoritos de Midas’, rompeu com o grupo terrorista e faz o contato com Maixabel, para explicar sobre o passado e se desculpar. Juan e Maixabel viveram 16 anos juntos, e ela ainda sente a morte dele. Maixabel reluta em participar do encontro, mas aceita, e entre os dois haverá uma discussão sobre luto, dor e reconciliação. Um genuíno trabalho de atores, premiado no Festival de San Sebastián e ganhador de três Goya, a maior premiação do cinema espanhol, dentre eles o de melhor atriz para Blanca. Um filme emocionante, que levanta a discussão da Justiça Restaurativa – em 2011, Maixabel trouxe à tona a questão na Espanha, ao atender vítimas de terrorismo. Os círculos restaurativos têm como objetivo reunir agressor e vítima para uma conversa em torno da dor provocada e do real arrependimento, sem que isso impacte na pena do criminoso. Gostei muito do filme e espero que encontre o público. POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb
Sou apaixonado por esta diretora (e por sua ótima colaboração com o ator Luis Tosar) e, quando li a sinopse deste filme - e pesquisei sobre a situação real - tive certeza de que ficaria impactado após a sessão. Foi o que ocorreu, de fato: se, incialmente, desgostei do título brasileiro, dada a sua "obviedade", ele faz sentido, visto que Maixabel e Ibon são igualmente desenvolvidos, em termos conscienciosos, até que ocorra o definitivo encontro entre eles. Que elenco precioso, que ótima trilha musical delicada do Alberto Iglesias, que roteiro forte! Gostei muito mais do que eu imaginava: não há chantagem emocional nem indução melodramática forçada, mas pura entrega actancial, até que lágrimas e notas musicais, diante de um memorial fúnebre, aconteçam, num desfecho impressionante. Ótimo filme - sobremaneira necessário frente ao cotejo com os atos antidemocráticos em curso no Brasil, há algum tempo...! (WPC>)
Ótimo filme!
Com atraso de quatro anos, chega aos cinemas brasileiros pela Pandora Filmes o eficiente drama político espanhol ‘Redenção’ (2021), baseado em uma história real. Dirigido pela cineasta espanhola e atriz Icíar Bollaín, o contundente longa toca em temas como luto e reparação, com o terrorismo do ETA como pano de funda - organização nacionalista que reivindica a pátria basca, localizada entre Espanha e França. A personagem-título (o título original é ‘Maixabel’), Maixabel Lasa (1951-), é uma ativista política que busca respostas sobre o assassinato do marido, o político de esquerda Juan María Jaúregui (1951-2000), cometido pelo ETA em 2000. A história se passa 11 anos depois da morte de Juan, quando Maixabel - papel fenomenal da atriz espanhola Blanca Portillo, de filmes de Pedro Almodóvar, como ‘Abraços partidos’ (2009) e ‘Volver’ (2006), recebe a proposta de se encontrar frente a frente com o assassino do marido, dentro da prisão basca de Nanclares de la Oca, onde cumpre pena. O criminoso, Ibon – papel do bom Luis Tosar, hoje rosto frequente em filmes e séries espanhóis da Netflix, como a minissérie ‘Os favoritos de Midas’, rompeu com o grupo terrorista e faz o contato com Maixabel, para explicar sobre o passado e se desculpar. Juan e Maixabel viveram 16 anos juntos, e ela ainda sente a morte dele. Maixabel reluta em participar do encontro, mas aceita, e entre os dois haverá uma discussão sobre luto, dor e reconciliação.
Um genuíno trabalho de atores, premiado no Festival de San Sebastián e ganhador de três Goya, a maior premiação do cinema espanhol, dentre eles o de melhor atriz para Blanca.
Um filme emocionante, que levanta a discussão da Justiça Restaurativa – em 2011, Maixabel trouxe à tona a questão na Espanha, ao atender vítimas de terrorismo. Os círculos restaurativos têm como objetivo reunir agressor e vítima para uma conversa em torno da dor provocada e do real arrependimento, sem que isso impacte na pena do criminoso. Gostei muito do filme e espero que encontre o público.
POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb
Sou apaixonado por esta diretora (e por sua ótima colaboração com o ator Luis Tosar) e, quando li a sinopse deste filme - e pesquisei sobre a situação real - tive certeza de que ficaria impactado após a sessão. Foi o que ocorreu, de fato: se, incialmente, desgostei do título brasileiro, dada a sua "obviedade", ele faz sentido, visto que Maixabel e Ibon são igualmente desenvolvidos, em termos conscienciosos, até que ocorra o definitivo encontro entre eles. Que elenco precioso, que ótima trilha musical delicada do Alberto Iglesias, que roteiro forte! Gostei muito mais do que eu imaginava: não há chantagem emocional nem indução melodramática forçada, mas pura entrega actancial, até que lágrimas e notas musicais, diante de um memorial fúnebre, aconteçam, num desfecho impressionante. Ótimo filme - sobremaneira necessário frente ao cotejo com os atos antidemocráticos em curso no Brasil, há algum tempo...! (WPC>)
Muito bom.
Interessante história, já vi uma série sobre o mesmo assunto. 11/05/22.