Redenção é um thriller, policial amadorístico, com acentos melodramáticos, que gira em torno de um maníaco, que atende pelo nome de Homem X (Fred Junior), estrangulador de mulheres. De repente, ele chega à casa de dois irmãos, Newton (Geraldo D'El Rey) e Raul (Braga Neto). Raul está em liberdade condicional. Estabelece-se, com a chegada do Homem X, um clima de tensão entre os três personagens que vem a aumentar quando ele tenta matar a namorada de Newton, Magnólia (Maria Caldas), e, por causa dessa tentativa de assassinato, acaba sendo morto por Raul. Desconhecendo a verdadeira identidade do Homem X, os dois irmãos decidem fazer desaparecer o seu corpo defunto, principalmente para não comprometer a liberdade condicional de Raul.
Foi primeiro longa-metragem feito na Bahia, um marco para o cinema baiano. "Se o cinema na Bahia não existisse, Roberto Pires o teria inventado", escreveu Glauber Rocha em Revisão Crítica do Cinema Brasileiro (Civilização Brasileira, 1963).
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Muito interessante.
- vi alguns comentários reclamando da narrativa da primeira metade do filme, mas eu achei muito boa
- consegue construir bem a trama e por ser mais lenta, valoriza a entrega do final
- lindos lugares baianos mostrados e as atuações entregam bastante
Se tem Geraldo Del Rey, eu tô dentro!
Filme 179/2024
Visto em 19/12/2024
Orgulho de ser baiano... Roberto Pires é um gênio da nossa terra. Levando em consideração todas as limitações da época, pra mim ele fez um filmaço. Primeiro longa metragem baiano e Roberto já mostra seu talento e destreza!
A cópia a que tive acesso estava com o som defeituoso, mas, mesmo assim, os problemas de execução do filme foram detectados em outra seara: a narrativa demora a deslanchar e o ritmo é titubeante, não obstante ser curtinho. Porém, quando a trama passa a fazer sentido, o filme cresce bastante e, conhecendo-se as suas dificuldades de produção, ele agiganta-se elogiosamente, contando com um bom elenco, com uma trilha sonora mui funcional (que lembra o tema de O INCRÍVEL HOMEM QUE ENCOLHEU) e possui elementos psicológicos muito interessantes, numa trama que antecipa alguns aspectos de COVA RASA, de Danny Boyle, só que bem mais otimista (risos). Belo pontapé inicial do cinema baiano! (WPC>)