Dirigido por
Duração
A alemã Frau Gelli dirige um educandário destinado a moças pertencentes a famílias abastadas e que apresentaram problemas de comportamento social e desafio aos princípios estabelecidos. Para educar os jovens, Frau Gelli impõe uma disciplina férrea, no que é assistida por dois bedéis, Kranz e Hanz, indivíduos de maneiras abrutalhadas que se dedicam a castigar as meninas. A diretora pouco se importa com a educação cultural ministrada pelos professores Renina e Raul, moralmente fracos para desafiar a brutalidade a que as moças são submetidas. Estas servem-se do servente Girico para lhes obter homens na rua. As punições contra as jovens atingem níveis insuportáveis e muitas tentam fugir, sem sucesso, até que Solange, a mais revoltada das alunas, após ser muito castigada, planeja e mata Frau Gelli e os dois bedéis. A polícia é chamada e ela é presa. Suas colegas são afinal libertadas e o educandário é fechado.
Fonte: Cinemateca
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Alegórico e atual.
Filmaço.
- parece ser só mais um filme de "women in prison", que aliás dizem ser invenção nossa, mas foi uma forma genial de criticar a ditadura e os milicos
- enquanto esses estavam preocupados com a nudez, deixaram de ver toda a politica por trás
Torturador: "Sou um técnico". Professor: "Não tenho dúvidas, há técnica em tudo aquilo que nos oprime"... Conforme demonstra esse diálogo extraído do filme, por trás da aparente banalidade da trama, há uma inteligente crítica à hipocrisia e ao autoritarismo que caracterizava a sociedade brasileira daquele período... "Reformatório das Depravadas" é bastante simples em termos de produção e, curiosamente, apesar do apelo erótico característico das pornochanchadas; devido a dose de violência apresentada, assemelha-se mais aos filmes "exploitation", sobretudo aos do subgênero "Women in Prison" (W.I.P). Destaque p\ a presença da então jovem e bela, Nicole Puzzi (creditada apenas como "Nicole").
Tive acesso a este filme numa cópia péssima, com banda sonora dessincronizada, mas, ainda assim, nossa, que filme genial! Ody Fraga pode não ser um diretor tão bom quanto é um excelente roteirista e, neste filme em particular, ele foi obrigado a capitular com muitas exigências machistas da época, mas, ainda assim, soube driblá-las muito bem, exortando a democracia e o anarquismo de maneira tão brilhante quanto ousada... Nicole Puzzi está linda, como sempre, Lola Brah está ótima como vilã gélida, Mii Saki seduz qualquer ser vivo (até sendo torturada como dedo-duro) e os personagens masculinos surgem de maneira desenxabida, mas surpreendem discursivamente... E que desfecho realista e devastador é este? Irregular pra caramba e cheio de pontas soltas descartáveis, mas com extraordinários momentos de bruta subversão! Um filme POLÍTICO, muito mais que erótico! (WPC>)