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Data de lançamento
31 Jan. 2017Duração
Em 1860, um aventureiro francês de 35 anos partiu para Araucania, uma região inóspita sul do Chile, com o intuito de fundar um reino. Ele partiu com o aval chefe do chefe indígena da região, Mañil, mas assim que chega descobre que o homem morreu. Agora, sem apoio, é preso pelo governo chileno, que vê no estrangeiro um perigo, e tem que justificar sua viagem para não ser preso e exilado.
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Mais acessível do que a maior parte de produções experimentais, o trabalho de Niles Atallah captura uma noda de rodapé da história e a estende através de um mosto de sentidos e sensações. Todas construídas ao redor de decisões estéticas e narrativas, que, para muitos, pode parecer sinônimo de pedantismo, mas que na verdade revela desejo de escapar em direção a caminhos cinematográficos não percorridos (e assim, mimetizar a trajetória de seu protagonista rumo ao desconhecido).
Não é para todo público, embora também não haja nenhum obstáculo em apreender os conceitos anti-imperialistas, colonialistas, expansionistas e indigenistas presentes, assim como absorver a trajetória alucinatória e delirante de Orélie-Antoine de Tounens, o qual acredita, piamente, em uma autoproclamada (?) divindade. Daí fazer sentido a imersão sensorial, por retratar visualmente o que palavras seriam incapazes de fazer, com igual eficácia, como as máscaras de papel machê, que conferem anonimato e impessoalidade a certos personagens, além de suprimir e conferir faces ao próprio protagonista.
O ponto fraco está na duração narrativa, e se 90 minutos parecem poucos, esta não é a sensação de cenas extensas que não parecem levar a lugar caminho. Porém, em geral, é o tipo de trabalho que tende a produzir boas discussões e interpretações.
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