Cinco amigos se reúnem para celebrar o retorno de Amadeo, após 16 anos de exílio. Do anoitecer ao amanhecer, eles recordam a turma que formavam na juventude, a fé que eles tinham no futuro e também as suas desilusões.
Diálogos de verdadeiros amigos, que se reúnem para a volta de um deles, retratando coisas pessoais do passado, assim como a dura realidade de viver anos difíceis na ilha (Cuba). Algumas passagens são um verdadeiro deleite de satisfação, como o almoço na casa do anfitrião.
Uma reunião entre velhos amigos que não se viam há muito tempo em Cuba é dividido por bons momentos de confraternização, mas também fazem voltar à tona velhos assuntos pendentes do passado. É como um teatro filmado em um só ambiente, que alterna situações muito agradáveis com outras meio arrastadas, mas nunca desinteressantes. Alguns assuntos são mais relevantes, outros nem tanto, mas mesmo assim, essa reunião de amigos (que vai por noite adentro) prende atenção do começo ao fim, e sempre ficamos imaginando como vai acabar. Confesso que mais uma vez, o final me decepcionou, com aquela velha mania de diretor que não sabe concluir um filme, mas o resultado geral é satisfatório.
Tem o exílio como tema (daí o título que remete para Ulisses e a Odisseia de Homero) e conta com roteiro do escritor Leonardo Padura, autor do ótimo O Homem Que Amava os Cachorros.
Excessivamente falado e com cenário único, mas contando como a falta de democracia num país torna as pessoas infelizes, este filme amargo (como escreveu certo crítico) consegue manter nosso interesse mesmo assim. Mas se fosse mais longo certamente cansaria.
O diretor Cantet fez coisas melhores antes: A Agenda (2001) e claro, o premiado Entre os Muros da Escola (2008).
Um recorte sobre a Cuba castrista pós revolução. Com todos os defeitos e acertos. Nota 8,0.
Cinema teatral bom porém para poucos.
Diálogos de verdadeiros amigos, que se reúnem para a volta de um deles, retratando coisas pessoais do passado, assim como a dura realidade de viver anos difíceis na ilha (Cuba). Algumas passagens são um verdadeiro deleite de satisfação, como o almoço na casa do anfitrião.
Uma reunião entre velhos amigos que não se viam há muito tempo em Cuba é dividido por bons momentos de confraternização, mas também fazem voltar à tona velhos assuntos pendentes do passado. É como um teatro filmado em um só ambiente, que alterna situações muito agradáveis com outras meio arrastadas, mas nunca desinteressantes. Alguns assuntos são mais relevantes, outros nem tanto, mas mesmo assim, essa reunião de amigos (que vai por noite adentro) prende atenção do começo ao fim, e sempre ficamos imaginando como vai acabar. Confesso que mais uma vez, o final me decepcionou, com aquela velha mania de diretor que não sabe concluir um filme, mas o resultado geral é satisfatório.
Tem o exílio como tema (daí o título que remete para Ulisses e a Odisseia de Homero) e conta com roteiro do escritor Leonardo Padura, autor do ótimo O Homem Que Amava os Cachorros.
Excessivamente falado e com cenário único, mas contando como a falta de democracia num país torna as pessoas infelizes, este filme amargo (como escreveu certo crítico) consegue manter nosso interesse mesmo assim. Mas se fosse mais longo certamente cansaria.
O diretor Cantet fez coisas melhores antes: A Agenda (2001) e claro, o premiado Entre os Muros da Escola (2008).