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Enquanto o mundo batalhava entre si durante a Segunda Guerra Mundial, quatro famílias de distintos países - EUA, França, Alemanha e Rússia - se cruzam em circunstâncias históricas e se unem através da dança e do drama. Este clássico decalca o Bolero de Ravel, com uma coreografia marcante de Jorge Donn em pleno Trocadero parisiense.
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17.03.1991
Uma belíssima e criativa sucessão de tramas, tendo a II GM e seus desdobramentos como pano de fundo histórico e dramático. Uma obra de arte do cinema, em homenagem à artes da dança e da música. Todavia, requer do público uma boa soma de conhecimentos do contexto da guerra, sendo também recomendável ser visto mais de uma vez, pois o desenvolvimento não linear das cenas e o grande número de personagens são um desafio até para os expectadores mais atentos...
Desculpa genthy, não funcionou pra mim!
Fez carreira internacional e sucesso no Brasil esse filme-concerto estiloso escrito e dirigido por Claude Lelouch, um dos poucos cineastas vivos da Nouvelle Vague (movimento de cinema francês que rompia com os padrões estéticos e técnicos da época, inspirando o Cinema Novo no Brasil) - e é de Lelouch um dos maiores filmes franceses de todos os tempos, com trilha sonora brasileira embalada pela Bossa Nova, “Um homem, uma mulher” (1966).
O filme perpassa 50 anos no seio de quatro famílias em quatro países distintos (EUA, França, Alemanha e Rússia), com seus medos, paixões e conquistas. E tendo a música como mola propulsora de seus ânimos. Por falar em música, abre com uma cena longa com o Bolero de Ravel, música-tema que vai e volta no filme, coreografada pelo bailarino argentino Jorge Donn (falecido precocemente em 1992, aos 45 anos). Ele se apresenta no Trocadero, em Paris, e a sequência é memorável. As cenas de coreografia são espetaculares, a fotografia remonta o clima de guerra e as de ambiente internos das casas, um plus a parte, todas assinadas por Jean Boffety.
Demorou um ano para ser gravado! É uma fita de arte com uma narrativa diferente, nada linear (por isso pode desagradar parte do público), contando com uma trilha sonora formidável de Francis Lai e Michel Legrand.
No elenco, famosos do mundo inteiro, muitos em papel duplo, Robert Hossein, Nicole Garcia, James Caan, Geraldine Chaplin, Jean-Claude Brialy, Fanny Ardant e até a então novata Sharon Stone. Outro diferencial técnico são as longas tomadas circulando entre os atores, com Lelouch carregando a câmera na mão.
Relançado em DVD pela Classicline na versão editada que saiu nos EUA, de 168 minutos, com 16 minutos a menos que a versão original exibida em Cannes, de 184 min – o filme concorreu à Palma de Ouro e em Cannes ganhou prêmio técnico.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Filme que só funciona se vê-lo no momento certo da vida.