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Linhas em preto-e-branco que se movimentam horizontal e verticalmente na superfície da tela. Um dos principais filmes do cinema gráfico de Hans Richter, pintor abstrato e dadaísta. Importante figura da vanguarda européia dos anos de 1920, realizou diversos filmes abstratos e posteriormente filmes surrealistas e documentários sociais.
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Quadrinhos, pretos , quadradinhos brancos.
hans richter é um pioneiro do cinema abstrato e, tal como os seus colegas cubistas, surrealistas e outros excêntricos vanguardistas da pintura ou da música, também interessava-se pela contemporaneidade que os conceitos de movimento, forma, ritmo e mecanismo adquiram na arte moderna; fez deles fonte de fecundidade artística; esse re-olhar jovial só é possível pela abertura "não- representacional" que o abstrato oferece aos artistas, um espaço para perscrutar a novidade inaugurada pelas vanguardas do século vinte como o automatismo criativo e a espontaneidade pura (mais tarde em pollock) e os traços, as linhas e as formas cientificamente posicionadas e estudadas dentro duma noção espacial bastante acautelada (kandinsky)
belíssima a confusão da dança entre a figura e o seu fundo, ou o fundo e a figura... onde a figura se move, ou o fundo é que se afasta... aporias da arte abstrata
Um dos melhores filmes abstratos geométricos com que me deparei: curto e belíssimo, kandinskiano e sua sucessão alternada e genial de quadrados brancos e pretos. Amei! (WPC>)
não sei bem explicar o porque, mas essa obra me deixou agoniada. não no sentido de não gostar de algo, mas no sentido de CAUSAR agonia mesmo, sabe?
fiquei aflita, não curti muito.
O único que vi até agora da trilogia Rhythmus; torna-se interessante quando se o observa focando naquela de que o filme é sobre o lance da manipulação das formas, do uso de uma nova tecnologia para os cineastras dos anos 20; experimentos evolutivos do cinema.