não é nenhuma novidade que as obras da deren são infladas de estudos experimentais sobre o movimento e a corporalidade, em suma, um exame estiloso sobre tudo aquilo que é indispensável para a execução de uma dança; uma coreografia pode ser traduzida pela capacidade de pensar e sentir o próprio corpo durante sua cinética fisiológica e em todas as suas tensões; diante de um trabalho com tanta mobilidade, músculos esticados e dinamismo, o único feitiço da qual fui acometido foi o de maravilhar-me com o espetáculo das danças em meio àquelas situações sociais, — as duas mulheres com um novelo, os dançarinos alternando seus pares a todo momento — que são meio-fatos, cenas incompletas, não revelam nenhum 'télos' narrativo, são ocasiões onde a finalidade da personagem e do enredo pouco importam, pois a atração principal não é a trama que espreita pelo novelo, ou a possível intriga entre os pares que dançam e se desviam rapidamente, mas antes a beleza cinética, é a dança que narra, o movimento é que nos encaminha uma história visual
Percepções de Maya Deren: pessoas, espaços, corpos e tudo isso junto e misturado é a maneira dela expressar tanta coisa ao mesmo tempo que, cada vez que assisto a um filme, saio com mil impressões diferentes sobre.
Na parte que o homem cresce com um jogo de camera pra cima da mulher negra e depois a persegue-a opressao(talvez essa interpretaçao seja so um vies de confirmaçao mas ok) Ainda que o conceito nao existe(Butler so cunha a perfomance em 90),da pra interpretar que a masculinidade é "atuada/interpretada" quando o dancarino faz questao de fazer aquela famigerada pose na qual contrai os biceps e os peitos(em forma de c com a cavidade para baixo) apos cair do pulo
Domínio absoluto do espaço – cenas filmadas de diferentes ângulos – e do tempo – figuras congelas no meio de uma ação e repetições de uma situação casual. Acho que tudo aquilo que Maya Deren estima na fotografia está presente em "Ritual in Transfigures Time". Talvez este seja o comentário sobre quietude e movimento, como oposição entre vida e morte, mais claro da filmografia dela.
Visto em 13/10/2022.
Interessante.
não é nenhuma novidade que as obras da deren são infladas de estudos experimentais sobre o movimento e a corporalidade, em suma, um exame estiloso sobre tudo aquilo que é indispensável para a execução de uma dança; uma coreografia pode ser traduzida pela capacidade de pensar e sentir o próprio corpo durante sua cinética fisiológica e em todas as suas tensões; diante de um trabalho com tanta mobilidade, músculos esticados e dinamismo, o único feitiço da qual fui acometido foi o de maravilhar-me com o espetáculo das danças em meio àquelas situações sociais, — as duas mulheres com um novelo, os dançarinos alternando seus pares a todo momento — que são meio-fatos, cenas incompletas, não revelam nenhum 'télos' narrativo, são ocasiões onde a finalidade da personagem e do enredo pouco importam, pois a atração principal não é a trama que espreita pelo novelo, ou a possível intriga entre os pares que dançam e se desviam rapidamente, mas antes a beleza cinética, é a dança que narra, o movimento é que nos encaminha uma história visual
Percepções de Maya Deren: pessoas, espaços, corpos e tudo isso junto e misturado é a maneira dela expressar tanta coisa ao mesmo tempo que, cada vez que assisto a um filme, saio com mil impressões diferentes sobre.
Rascunhos de uma interpretaçao a ser aprofundada
Na parte que o homem cresce com um jogo de camera pra cima da mulher negra e depois a persegue-a opressao(talvez essa interpretaçao seja so um vies de confirmaçao mas ok)
Ainda que o conceito nao existe(Butler so cunha a perfomance em 90),da pra interpretar que a masculinidade é "atuada/interpretada" quando o dancarino faz questao de fazer aquela famigerada pose na qual contrai os biceps e os peitos(em forma de c com a cavidade para baixo) apos cair do pulo
#52FilmsByWomen (29)
Domínio absoluto do espaço – cenas filmadas de diferentes ângulos – e do tempo – figuras congelas no meio de uma ação e repetições de uma situação casual. Acho que tudo aquilo que Maya Deren estima na fotografia está presente em "Ritual in Transfigures Time". Talvez este seja o comentário sobre quietude e movimento, como oposição entre vida e morte, mais claro da filmografia dela.