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Cinco astronautas saem da Terra para explorar a Lua. Devido ao mau funcionamento do equipamento e a um erro de cálculo quanto do combustível, acabam por aterrar em Marte. Aí encontram provas da existência de uma civilização outrora poderosa.
Os cientistas concluíram que uma guerra atômica destruiu a maioria dos marcianos e que aqueles que sobreviveram voltaram à idade da pedra.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
"Da Terra à Lua" é um pequeno e divertido clássico do gênero ficção científica. O filme contém roteiro simples e modesto.
Dirigido por Kurt Neumann (de A Mosca da Cabeça Branca) e com fotografia em preto e branco, "Da Terra à Lua" (Rocketship X-M, 1950) teve o mérito de estratégia comercial de ter sido lançado poucos meses antes do mais famoso "Destino: Lua" (Destination Moon), uma produção colorida de George Pal, com um orçamento bem maior e efeitos especiais notáveis para a época.
Vale relembrar também a antológica versão de 1958, estrelada por Joseph Cotten e George Sanders, cuja produção no quesito qualidade é infinitamente superior à versão de 1950.
Em "Rocketship X-M" temos toda aquela parafernália tecnológica de meados do século XX, onde prevaleciam os painéis de controle do foguete e na base de testes, com instrumentos bizarros e seus imensos mostradores analógicos, alavancas e botões para todos os lados. Devido ao orçamento reduzido e poucos recursos, o filme é curto (apenas 77 minutos) e as ações se passam na maioria no interior do foguete, durante a conturbada viagem espacial, e as descobertas em Marte são rápidas e pouco exploradas.
No elenco, temos o saudoso Lloyd Bridges (1913-1998), um rosto conhecido com mais de 200 filmes na carreira, e participações em filmes importantes como o clássico western Matar ou Morrer (1952), com Gary Cooper. Ele é o pai dos também atores Beau Bridges e Jeff Bridges.
Disponível no YouTube com legendas em português.
Os efeitos especiais da época estão divertidos.
Final bem legal também.
Adaptação razoável, tem como base um clássico de Júlio Verne que estava a frente do seu tempo quando foi escrito no final do século 19. Nesta adaptação para o cinema muita coisa é "atualizada" com relação às novas tecnologias e o avanço científico da época. Também existe uma referência ao uso da energia nuclear (apelidado de Power X) que ainda era uma preocupação em 58.
Mesmo assim na questão da ficção científica o filme deixa muito a desejar, pois não existe tanto cuidado com a parte científica. Apesar de o filme ser feito 10 anos antes do envio da Apollo 11 à lua, já era de se esperar um trabalho melhor por parte do roteiro que veio com essa proposta de fazer uma releitura atualizada da história.
Outro ponto negativo são os efeitos especiais precários, consta que houve cortes significativos no orçamento que prejudicaram muito a qualidade final do filme.
Há também vários problemas de lógica no roteiro que parece feito às pressas, como no momento da viagem quando desenvolvem todo um aparato para manter os viajantes seguros da variação de gravidade, mas uma mulher simplesmente entra dentro de um traje de astronauta e não sofre nenhum efeito adverso durante a decolagem...
De positivo pelo menos restam algumas boas críticas sociais inseridas no enredo, como a caricatura do religioso que representa o entrave que o fanatismo religioso sempre representou ao progresso da ciência e da humanidade.
Simples e eficiente, principalmente se levarmos em consideração que foi idealizado ainda em 1949 (simplesmente 20 anos - e um ano naquela época era muuuuuuita coisa - antes do homem ir realmente ao espaço, então temos que dar muito, mas muito desconto!) e filmado no começo de 1950! Gostei muito!
Mesmo levando em conta a época em que o filme foi feito, o filme não é lá grandes coisa.
O enredo tem seus pontos altos (como a parte de Marte) mas em geral é bem fraco.
Acho que um dos problemas é ser bem curto.
Uma coisa interessante de observar é a crítica às armas nucleares num filme de 1950! Eu acho isso bastante pioneiro.
Como filme de ficção no entanto, tem coisa melhor.