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Na Florença renascentista, um comerciante florentino encontra um estranho náufrago, que se apresenta como Tito Melema, um jovem estudioso italiano-grego. Tito se familiariza com vários outros florentinos, incluindo Nello, o barbeiro, e uma jovem garota chamada Tessa. Ele também é apresentado a um estudioso cego chamado Bardo de 'Bardi, e sua filha Romola. Como Tito se estabelece em Florença, auxiliando Bardo com estudos clássicos, ele se apaixona por Romola. (Trailer disponível abaixo)
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Este foi o segundo filme em que Henry King dirigiu Lillian Gish e Ronald Colman para a Inspiration Pictures (o primeiro foi o sucesso "Irmã Branca", no ano anterior), a produtora independente formada por King, o produtor Charles H. Duell, e as estrelas Lillian Gish e Richard Barthelmess. Boa parte dos filmes da Inspiration Pictures, eram distribuídos nos cinemas pela Metro-Goldwyn Pictures, futura Metro-Goldwyn-Mayer.
Assim como "Irmã Branca" (1923), esta também foi uma suntuosa produção filmada em locações na Itália (Florença e Roma), com atuações memoráveis e que revelava ao público um de seus maiores astros, desta vez, William Powell, interpretando o vilão impostor.
Curiosidades:
- Lillian Gish se encontrou com Benito Mussolini, a quem ela admirava muito, durante as filmagens na Itália.
- "Romola" foi baseado no romance histórico de mesmo nome de George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, romancista autodidata britânica. Usava um nom de plume masculino para que seus trabalhos fossem levados a sério. À época, outras autoras publicavam trabalhos sob seus verdadeiros nomes, mas Eliot queria escapar de estereótipos que ditavam que mulheres só escreviam romances leves.
- Neste filme, Henry King lançou William Powell ao estrelato, assim como fez com Ronald Colman (em "Irmã Branca", 1923), Gary Cooper (em "Beijo Ardente", 1926), Tyrone Power (em "Lloyds de Londres", 1936), Don Ameche (em "Ramona", 1936, o primeiro western em Technicolor), Jennifer Jones (em "A Canção de Bernadette", 1943) e Jean Peters (em "Capitão de Castela", 1947). Diante dos fatos, em um trocadilho com o título brasileiro de um filme protagonizado por uma de suas "invenções", podemos definir o diretor como "King, o Criador de Estrelas".