Peggy Sawyer (Ruby Keeler) é uma jovem dançarina iniciante que acaba de chegar a Nova York e consegue uma participação no coro de um espetáculo musical chamado Pretty Baby. Ela seria apenas mais uma, só que a estrela principal, a temperamental Dorothy Brock (Bebe Daniels) machuca o tornozelo pouco antes da estreia do musical. O acidente faz com que Peggy tenha que assumir o lugar da outra dançarina, e também coloca todo o destino da companhia nas suas costas.
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A genialidade desse filme que deve ser a primeira super produção sobre o cotidianos dos bastidores, é que durante os ensaios, ela não nos entrega nada e parece que veremos um show sem nada acima do nível, mas quando o show é finalmente nos é apresentado, presenciamos um espetacular trabalho de cena/coreografias.
A cena final com o diretor é sensacional.
Os bastidores da produção de um show da Broadway, "Rua 42" é um típico musical da Era de Ouro com suas dinâmicas amorosas pouco envolventes sendo compensadas por um espetacular ato final. Nesse ponto, é interessante ver a sofisticação com que o filme se liberta das amarras da linguagem teatral para se assumir enquanto Cinema, fazendo coisas que seriam impensáveis em um palco de espetáculo. E muito por conta dessa irreverência inovadora na direção - ainda estamos falando de um filme do início da década de 30 - que o longa garante um charme nos últimos minutos que faz você querer continuar assistindo mesmo quando ele se encerra. Por outro lado, como dito, o 'quadrado amoroso' secundário e as sub-tramas dramáticas inconsistentes enfraquecem um pouco o resultado final. Como curiosidade, conta com uma Ginger Rogers novata, ainda sem ter feito seus principais filmes, em um papel que é quase uma figurante, uma sombra da protagonista Ruby Keeler. Essa sim, hoje esquecida.
Gostei bastante. A apresentação do grupo foi show também, mas algumas coisas ali não fazem muito sentido.
Do ponto de vista da plateia, ninguém conseguiria enxergar aquela coreografia que é um círculo filmado de cima.
gosto das coreografias das musicas acho muito legal
Entendo o porque desse filme ser reconhecido pelos méritos artísticos, embora existam outros melhores. É uma história comum, desenvolvimento mediano e uma excelente sequência musical final. É divertido, serve como documento histórico pela presença dos artistas e do período da Depressão nos EUA.