Prestando a devida reverência aos libelos mui justificados e urgentes deste cineasta legitimamente periférico, ainda tenho dificuldade para apreciar alguns dos curtas-metragens de Lincoln Péricles: por mais incisivo que ele seja na apresentação dos dilemas e sobrecargas emocionais de seus protagonistas (reais), há algo de muito "local" na sua abordagem, que inviabiliza um cotejo mais expandido com os moradores de outras regiões do Brasil. Como eu não conheço as especificidades dos bairros paulistanos enfatizados no depoimento, não tive como mensurar adequadamente algumas das dificuldades trazidas à tona pelo entrevistado deste filme. Mas aplaudo com vigor a relevância sociológica desta obra! (WPC>)
Poderia ter até outro título que não afastasse alguns possíveis espectadores, como uma das frases ditas: "Difícil, tá muito difícil". Digo isso porque temos como um dos males atuais da sociedade uma dessincronia entre o conceito de direitos versus a sociedade te apontar como vagabundo, como se não se ajustar a uma realidade brutal imposta significasse algo pejorativo. O curta é de fácil acesso e vai direto ao ponto. São reflexões concisas, sem teorizações de um trabalhador explorado, porém consciente de sua condição inexorável diante suas necessidades básicas.
Prestando a devida reverência aos libelos mui justificados e urgentes deste cineasta legitimamente periférico, ainda tenho dificuldade para apreciar alguns dos curtas-metragens de Lincoln Péricles: por mais incisivo que ele seja na apresentação dos dilemas e sobrecargas emocionais de seus protagonistas (reais), há algo de muito "local" na sua abordagem, que inviabiliza um cotejo mais expandido com os moradores de outras regiões do Brasil. Como eu não conheço as especificidades dos bairros paulistanos enfatizados no depoimento, não tive como mensurar adequadamente algumas das dificuldades trazidas à tona pelo entrevistado deste filme. Mas aplaudo com vigor a relevância sociológica desta obra! (WPC>)
Poderia ter até outro título que não afastasse alguns possíveis espectadores, como uma das frases ditas: "Difícil, tá muito difícil".
Digo isso porque temos como um dos males atuais da sociedade uma dessincronia entre o conceito de direitos versus a sociedade te apontar como vagabundo, como se não se ajustar a uma realidade brutal imposta significasse algo pejorativo.
O curta é de fácil acesso e vai direto ao ponto. São reflexões concisas, sem teorizações de um trabalhador explorado, porém consciente de sua condição inexorável diante suas necessidades básicas.
Verdade tem que ser dita