Enrolei muito para começar a assistir, e foi uma grata surpresa. Demora um pouco para engrenar mas é excelente. Traz muitas discussões interessantes, abrange e discute sim temas religiosos e culturais, mas para mim foram coisas interessantes. Não é uma série que vai agradar de cara qualquer um, traz personagens complexos e maduros.
É preciso ser persistente e gostar de temas religiosos, políticos e existenciais. Há momentos de textos incríveis. A série mostra (ou sugere) como há podridão humana e muita sujeira no mundo político neste mundo e por toda parte. E como o narcotráfico faz parte de tudo.
A trama é muito complexa, envolve muita gente, gângsters e policiais. Confesso que me perdi eles alguns, mesmo porquê eles se parecem muito e têm nomes complicados para assimilar.
Há falhas, claro, exatamente pela complexidade da história. Daquelas que um deles parece ser imortal de tanto que consegue sobreviver a situações extremas. Ou a revelação tão tardia sobre o drama de uma personagem que eu até tinha me esquecido qual era o caso dela.
Enfim, o que me pegou foi o texto nada otimista quanto ao ser humano, diga-se de passagem. Desisti de ver a 2a temporada mas cedi à curiosidade. Pior que a trama principal - tomara não passe da ficção- ainda não teve desfecho na 2a! Não imagino como e se se resolverá. Agora, resta saber se haverá a 3a temporada.
Só veja se gostar de discussões existencialistas ou traumas psicológicos.
“Jogos Sagrados” é a primeira produção indiana da Netflix – uma história fascinante sobre as relações entre o crime organizado, a política e a religião na cidade de Mumbai (Bombaim). Dirigida por Anurag Kashyap e Vikramaditya Motwane, a temporada inicial disponível no site corresponde a apenas um pequeno trecho do romance homônimo de Vikram Chandra, no qual está baseada, e fez alterações significativas na obra literária.
O ator Nawazuddin Siddiqui interpreta o gângster Ganesh Gaitonde.Saif Ali Khan vive o policial Sartaj Singh.
A série tem duas narrativas que se intercalam. A primeira é ambientada no tempo atual e começa quando o policial (Saif Ali Khan) recebe um misterioso telefonema de um poderoso gângster, Ganesh Gaitonde (o excelente Nawazuddin Siddiqui, estrela em ascensão em Bollywood). Desaparecido há anos, ele aparentemente quer se entregar. A trama de suspense levará Singh a se relacionar com agentes de inteligência, atrizes e produtoras de cinema, autoridades corruptas e criminosos, no contexto da ameaça de um ataque terrorista à cidade.
A Ascensão de um Gângster Indiano
A segunda, e de longe mais interessante das narrativas, é o próprio Gaitonde em um flashback autobiográfico contando como ascendeu de uma origem pobre e obscura em um pequeno vilarejo indiano ao posto de um dos chefes do crime organizado na metrópole de Mumbai. O enredo tem os ingredientes clássicos das histórias do gênero: ambição, determinação, violência, disputa por sexo e poder… Agora, a série indiana mergulha nas interações entre criminalidade e política de um modo mais profundo, com muitas nuances, do que seria o padrão em uma produção dos Estados Unidos.
A ascensão de Gaitonde é inseparável de sua casta e religião. Embora nascido pobre, ele é um brâmane, um homem de casta elevada no hinduísmo, o que lhe abrirá oportunidades e contatos em Mumbai. Essa rede será decisiva quando os políticos dos partidos hindus lhes oferecerem somas milionárias para que sua quadrilha atue como uma espécie de milícia contra ativistas muçulmanos.
A princípio Gaitonde entra nesses jogos sagrados um tanto relutante, motivado pelo dinheiro e com alguns escrúpulos morais – ele tem em sua gangue pessoas de várias religiões, que convivem bem. Com a escalada em seus negócios em virtude das conexões com a política se mostra irresistível, e aos poucos ele próprio se torna mais religioso, caindo na esfera de influência de um poderoso guru.
A questão religiosa também está presente no policial Singh, que é membro da religião sikh, um grupo minoritário na Índia, com forte tradição militar e nas forças de segurança. Singh é um eterno outsider(estranho), alguém em que nem hindus, nem muçulmanos podem confiar totalmente. Na série, ele com frequência se vê dividido entre o desejo de fazer a coisa certa e as pressões corruptas do ambiente social em que trabalha (no livro, como veremos, o personagem é mais complexo).
Enrolei muito para começar a assistir, e foi uma grata surpresa. Demora um pouco para engrenar mas é excelente. Traz muitas discussões interessantes, abrange e discute sim temas religiosos e culturais, mas para mim foram coisas interessantes. Não é uma série que vai agradar de cara qualquer um, traz personagens complexos e maduros.
É preciso ser persistente e gostar de temas religiosos, políticos e existenciais. Há momentos de textos incríveis.
A série mostra (ou sugere) como há podridão humana e muita sujeira no mundo político neste mundo e por toda parte. E como o narcotráfico faz parte de tudo.
A trama é muito complexa, envolve muita gente, gângsters e policiais. Confesso que me perdi eles alguns, mesmo porquê eles se parecem muito e têm nomes complicados para assimilar.
Há falhas, claro, exatamente pela complexidade da história. Daquelas que um deles parece ser imortal de tanto que consegue sobreviver a situações extremas. Ou a revelação tão tardia sobre o drama de uma personagem que eu até tinha me esquecido qual era o caso dela.
Enfim, o que me pegou foi o texto nada otimista quanto ao ser humano, diga-se de passagem.
Desisti de ver a 2a temporada mas cedi à curiosidade. Pior que a trama principal - tomara não passe da ficção- ainda não teve desfecho na 2a! Não imagino como e se se resolverá.
Agora, resta saber se haverá a 3a temporada.
Só veja se gostar de discussões existencialistas ou traumas psicológicos.
mistério sensacional e enigmático... no começo achei cansativo, mas depois começa melhorar quando as peças se encaixam melhor na trama
Não gostei. Chata e arrastada.
“Jogos Sagrados” é a primeira produção indiana da Netflix – uma história fascinante sobre as relações entre o crime organizado, a política e a religião na cidade de Mumbai (Bombaim). Dirigida por Anurag Kashyap e Vikramaditya Motwane, a temporada inicial disponível no site corresponde a apenas um pequeno trecho do romance homônimo de Vikram Chandra, no qual está baseada, e fez alterações significativas na obra literária.
O ator Nawazuddin Siddiqui interpreta o gângster Ganesh Gaitonde.Saif Ali Khan vive o policial Sartaj Singh.
A série tem duas narrativas que se intercalam. A primeira é ambientada no tempo atual e começa quando o policial (Saif Ali Khan) recebe um misterioso telefonema de um poderoso gângster, Ganesh Gaitonde (o excelente Nawazuddin Siddiqui, estrela em ascensão em Bollywood). Desaparecido há anos, ele aparentemente quer se entregar. A trama de suspense levará Singh a se relacionar com agentes de inteligência, atrizes e produtoras de cinema, autoridades corruptas e criminosos, no contexto da ameaça de um ataque terrorista à cidade.
A Ascensão de um Gângster Indiano
A segunda, e de longe mais interessante das narrativas, é o próprio Gaitonde em um flashback autobiográfico contando como ascendeu de uma origem pobre e obscura em um pequeno vilarejo indiano ao posto de um dos chefes do crime organizado na metrópole de Mumbai. O enredo tem os ingredientes clássicos das histórias do gênero: ambição, determinação, violência, disputa por sexo e poder… Agora, a série indiana mergulha nas interações entre criminalidade e política de um modo mais profundo, com muitas nuances, do que seria o padrão em uma produção dos Estados Unidos.
A ascensão de Gaitonde é inseparável de sua casta e religião. Embora nascido pobre, ele é um brâmane, um homem de casta elevada no hinduísmo, o que lhe abrirá oportunidades e contatos em Mumbai. Essa rede será decisiva quando os políticos dos partidos hindus lhes oferecerem somas milionárias para que sua quadrilha atue como uma espécie de milícia contra ativistas muçulmanos.
A princípio Gaitonde entra nesses jogos sagrados um tanto relutante, motivado pelo dinheiro e com alguns escrúpulos morais – ele tem em sua gangue pessoas de várias religiões, que convivem bem. Com a escalada em seus negócios em virtude das conexões com a política se mostra irresistível, e aos poucos ele próprio se torna mais religioso, caindo na esfera de influência de um poderoso guru.
A questão religiosa também está presente no policial Singh, que é membro da religião sikh, um grupo minoritário na Índia, com forte tradição militar e nas forças de segurança. Singh é um eterno outsider(estranho), alguém em que nem hindus, nem muçulmanos podem confiar totalmente. Na série, ele com frequência se vê dividido entre o desejo de fazer a coisa certa e as pressões corruptas do ambiente social em que trabalha (no livro, como veremos, o personagem é mais complexo).