Juan Gallardo (Rodolph Valentino) sai de uma juventude pobre e atormentada para se tornar o toureiro mais aclamado da Espanha. Rico e famoso, casa-se com a bela e doce Carmen, mas logo se envolve com a fascinante Doña Sol.
Eu só conhecia a clássica versão de 1941 com Tyrone Power e Rita Hayworth. Esse com o Valentino nunca tinha visto. Uma pena que a qualidade da cópia do filme disponível no YouTube não esteja muito boa, mas é compreensível por se tratar de produção bastante antiga do silent movie, já pertencente ao domínio público.
Na versão cinematográfica de 1922, as touradas são deixadas em segundo plano e são mais explorados os bastidores da vida do toureiro matador – um ídolo cuja ascensão e queda podem ser tão rápidas e conflituosas quanto ao começo e trágico fim de carreira de um ídolo do cinema dos anos 20.
Coincidência ou não?
O primeiro intertítulo que vemos no filme já é uma condenação à tourada. Ela é descrita como uma “crueldade disfarçada de esporte para satisfazer a sede do homem por excitação”. Esta é, sobretudo, uma história de tentação e crueldade.
O cuidado das duas versões nos detalhes é o melhor que elas nos têm a oferecer – cada uma à sua maneira, claro. Isso não impede que possamos apreciar ambas, e ter a oportunidade de ver em cena, a desenvoltura, o carisma e a irreverência de Rodolfo Valentino atuando nessa película.
Sobre o elenco, duas coisas me chamaram a atenção; a também irreverente atuação de Nita Naldi, provocante e deslumbrante como a irônica Dona Sol e o fato de Valentino ser um tanto contido, pois não apresentou o mesmo destempero e desespero da traição que Tyrone Power demonstrou ao bagunçar nervosamente os cabelos. O Gallardo de Valentino tem apenas um decisivo ataque de fúria, e nada mais.
Para quem curte cinema mudo, "Sangue e Areia", de 1922, pode ser apreciado e reverenciado como mais um tributo à memória de Valentino, considerado o primeiro galã da história da sétima arte.
Um veículo para consolidar a imagem de Valentino como um amante latino. É tudo que se pode esperar de um filme dele: triângulo amoroso, revanche, sedução, brigas, lutas, perdas e por aí vai. Notei que nesse filme, ele me parece bem afeminado em diversas cenas e ideia de repartir o cabelo dele de lado foi péssima.
Niblo se dava bem nestes filmes de aventura/ romance. Se não chegam a me empolgar em excesso gosto de acompanhar as sagas do diretor.
Romance com altas doses de paixão a flor da pele.Traz várias situações pra dentro da mesma trama e acaba saindo melhor que o esperado.
>Assistido em 08 de Agosto de 2023
Eu só conhecia a clássica versão de 1941 com Tyrone Power e Rita Hayworth. Esse com o Valentino nunca tinha visto. Uma pena que a qualidade da cópia do filme disponível no YouTube não esteja muito boa, mas é compreensível por se tratar de produção bastante antiga do silent movie, já pertencente ao domínio público.
Na versão cinematográfica de 1922, as touradas são deixadas em segundo plano e são mais explorados os bastidores da vida do toureiro matador – um ídolo cuja ascensão e queda podem ser tão rápidas e conflituosas quanto ao começo e trágico fim de carreira de um ídolo do cinema dos anos 20.
Coincidência ou não?
O primeiro intertítulo que vemos no filme já é uma condenação à tourada. Ela é descrita como uma “crueldade disfarçada de esporte para satisfazer a sede do homem por excitação”. Esta é, sobretudo, uma história de tentação e crueldade.
O cuidado das duas versões nos detalhes é o melhor que elas nos têm a oferecer – cada uma à sua maneira, claro. Isso não impede que possamos apreciar ambas, e ter a oportunidade de ver em cena, a desenvoltura, o carisma e a irreverência de Rodolfo Valentino atuando nessa película.
Sobre o elenco, duas coisas me chamaram a atenção; a também irreverente atuação de Nita Naldi, provocante e deslumbrante como a irônica Dona Sol e o fato de Valentino ser um tanto contido, pois não apresentou o mesmo destempero e desespero da traição que Tyrone Power demonstrou ao bagunçar nervosamente os cabelos. O Gallardo de Valentino tem apenas um decisivo ataque de fúria, e nada mais.
Para quem curte cinema mudo, "Sangue e Areia", de 1922, pode ser apreciado e reverenciado como mais um tributo à memória de Valentino, considerado o primeiro galã da história da sétima arte.
Um veículo para consolidar a imagem de Valentino como um amante latino. É tudo que se pode esperar de um filme dele: triângulo amoroso, revanche, sedução, brigas, lutas, perdas e por aí vai.
Notei que nesse filme, ele me parece bem afeminado em diversas cenas e ideia de repartir o cabelo dele de lado foi péssima.