Uma garota explorada pela família começa a sofrer ao perceber que seu único par de sapatos está se desgastando. Sem eles, ela não pode trabalhar. Ao mesmo tempo, passa a ser assediada por um homem, e a possibilidade de se prostituir para comprar um novo par de sapatos a aterroriza.
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Em minha opinião, continua sendo o meu filme favorito de Lois Weber. Continua sendo um filme triste e angustiante sobre uma garota que é obrigada a sustentar sua família e não possui dinheiro para comprar um novo par de sapatos. Seu único par de sapato se desfaz aos poucos a cada dia e sem eles ela não pode trabalhar e garantir o sustento de sua família. Num ato de desespero, ela decide se prostituir para comprar um novo par de sapatos. Esse acontecimento vai mudar a sua vida. Nessa nova revisão, pude ver a importância do par de sapatos na história e em como ele literalmente é o vilão da história, pois por causa dele a garota é obrigada a se prostituir. Um dos trabalhos mais complexos e maravilhosos de Lois Weber. Meu favorito pra vida toda.
pela maturidade que trata a prostituição e a miséria com uma protagonista forte, sem cair em clichê ou romantizar, deu pra sacar que era dirigido por uma mulher. o que inicialmente parecia algo mais bobinho - basicamente, era só a protagonista querendo novos sapatos pois os seus estavam velhos - vai se tornando cada vez mais complexo e com camadas.
o sustento da casa dependia de seu trabalho e o seu trabalho dependia dos sapatos. a piora da situação e o aumento da necessidade são representadas pelo estado do sapato, cada vez mais destruído enquanto a protagonista tenta consertá-los ao máximo - assim como a situação moral consigo mesma. é muito interessante como o filme coloca uma jovem mulher de chefe da casa tendo um pai que não consegue trabalho em 1916.
a cena da mão POVERTY é maravilhosa, um gif dela que me fez chegar no filme
Um filme de 1916 falando de forma sóbria e sem esteriótipos sobre a prostituição feminina. Uma moça sustenta sua família sozinha. Seu pai (que não quer saber de trabalhar), sua mãe e suas irmãs. Todo o seu salário vai para as despesas da casa e sua maior ambição é comprar um novo par de sapatos. Após não conseguir comprá-los ela decide então se prostituir. Parece algo fútil, mas não. O filme torna-se bem complexo por sinal. O filme gira em torno do desespero da personagem em não ceder fácil à prostituição e mostra também aos poucos a degradação de seu único par de sapatos. O sapato acaba sendo o protagonista do filme. A ação acaba girando em torno dele. É ele que garante o sustento da moça. Sem seus sapatos ela não conseguiria trabalhar. E sem trabalho ela e sua família estariam arruinados. Aos poucos o sapato vai se destruindo e o desespero da moça aumentando. Até que chega o momento em que ela é obrigada a ceder em troca de um novo par de sapatos. É um filme que tem mais de cem anos, mas nem por isso envelheceu. Ele aborda de forma bastante humana a prostituição. Mostra que as mulheres se prostituem por desespero e por falta de opções melhores. E eu gostei muito da ausência de clichês que sempre vejo nos filmes das décadas de 30 em diante sobre o tema. Lois Weber fez um trabalho magnífico e ouso dizer que esse está entre seus melhores filmes e infelizmente parece que é bastante desconhecido.