O filme convida-nos a entrar no mundo dos homens do sul da Estónia, que vão para o espaço íntimo e escuro de uma sauna de fumo, depois de um árduo dia de trabalho. Por trás de sua aparência resistente, existe um desejo de conexão, velado em segredo.
O que os homens fazem quando estão sozinhos entre eles em uma sauna? Essa pergunta permeia o filme dirigido pela dupla Tushar Prakash e Anna Hints. Não há complexidade aqui para além de mostrar as conversas triviais desses homens de diversas idades que passam algumas horas ali para relaxar após um dia de trabalho. Contudo, há sim, um teor sexual quando dois deles ficam ali sozinhos. Toda aquela brutalidade ali encenada naquele cuidado de si e do outro lembra outra coisa e como eles saem dali relaxados. Achei um curta que vai do nada para lugar algum e até pretencioso, deixando um sentimento agridoce no ar.
Acontece muita coisa em pouco tempo, havendo inúmeras possibilidade de interpretação (e e redirecionamento pulsional) nas entrelinhas. O diálogo inicial é ótimo, trazendo para o primeiro plano, como de praxe, a opressão íntima desencadeada pela sobrecarga de trabalho. À medida que avança, o homoerotismo prometido pelo cartaz atinge níveis absolutos, ainda que novamente interditados pelas cobranças laborativas, com o adicional do ciúme alheio, das requisições por atenções institucionais. Como passa muito rápido, a reação imediata é a de querer mais, a de reclamar da celeridade. Mas, percebendo que estamos também imersos nesse ritmo de supressão dos desejos por conta da rotina empregatícia, o filme cresce bastante em lembranças idílicas. Uma fofura dolorida! (WPC>)
O que os homens fazem quando estão sozinhos entre eles em uma sauna? Essa pergunta permeia o filme dirigido pela dupla Tushar Prakash e Anna Hints. Não há complexidade aqui para além de mostrar as conversas triviais desses homens de diversas idades que passam algumas horas ali para relaxar após um dia de trabalho. Contudo, há sim, um teor sexual quando dois deles ficam ali sozinhos. Toda aquela brutalidade ali encenada naquele cuidado de si e do outro lembra outra coisa e como eles saem dali relaxados. Achei um curta que vai do nada para lugar algum e até pretencioso, deixando um sentimento agridoce no ar.
Acontece muita coisa em pouco tempo, havendo inúmeras possibilidade de interpretação (e e redirecionamento pulsional) nas entrelinhas. O diálogo inicial é ótimo, trazendo para o primeiro plano, como de praxe, a opressão íntima desencadeada pela sobrecarga de trabalho. À medida que avança, o homoerotismo prometido pelo cartaz atinge níveis absolutos, ainda que novamente interditados pelas cobranças laborativas, com o adicional do ciúme alheio, das requisições por atenções institucionais. Como passa muito rápido, a reação imediata é a de querer mais, a de reclamar da celeridade. Mas, percebendo que estamos também imersos nesse ritmo de supressão dos desejos por conta da rotina empregatícia, o filme cresce bastante em lembranças idílicas. Uma fofura dolorida! (WPC>)