Joshua Rose é um oficial do Exército Americano que perde a esposa, Maria, e o filho em um atentado de muçulmanos fundamentalistas em Paris. Depois disso, tomado pela raiva, ele resolve vingá-los em uma fúria assassina. Para escapar de seu crime, ele se une Legião Estrangeira de mercenários e passa a lutar na Guerra da Iugoslávia, do lado dos sérvios contra os muçulmanos. Só que quando é designado a proteger uma moça que foi estuprada e está grávida, começa a reencontrar sua própria humanidade.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Já há algum tempo, tenho lido e visto filmes sobre as guerras contemporâneas.
O ponto em comum é que, no tocante aos aspectos do drama humano das guerras, o tema é difícil, indigesto, sofrido, e sempre nos surpreende e comove com histórias estarrecedoras de combates, torturas, massacres, extermínios etc.
No entanto, fico pasmo ao constatar e concluir que as guerras na ex-Iugoslávia (travadas de 1991 a 2001) foram tudo isso e muito mais!
Decididamente, as guerras na ex-Iugoslávia “não são para principiantes”, pois o terror que marca de modo geral as guerras modernas, no caso em específico assumiu dimensões absurdas, levando-nos a duvidar que a humanidade caminhe para a civilização e o progresso, mas sim para a selvageria, a bestialidade, a barbárie, ou até para sua própria aniquilação!
O filme “Salvador” é brutal e desconcertante, por revelar com realismo e eficiência um pouco dos fatos e ingredientes dos conflitos na Bósnia, no ano de 1993 (em particular a animosidade entre: sérvios bósnios X muçulmanos iugoslavos, e bósnios croatas X sérvios).
Em várias cenas, é como se a vida e os valores humanos não tivessem significado algum.
Os assassinatos são gratuitos, violentos, covardes, impiedosos; pessoas e famílias, até então compatriotas de etnias diferentes, são tratados por soldados, por milicianos “chetniks” e até indivíduos comuns com desprezo, tomados por sentimentos de ódio, intolerância e interminável vingança em relação ao “outro”.
Ninguém é poupado: mulheres, crianças, idosos, feto no ventre, padres e pastores. A ordem do dia é castigar, humilhar e matar para reduzir a população do “inimigo”, fazendo-se uma insana e absurda “limpeza étnica”.
Josip TITO manteve unida a federação iugoslava com mãos de ferro por 40 anos, praticando um “comunismo aprimorado”, mas nem por isso falho, por sacrificar quem mais trabalhava e gerava riquezas (povos da Eslovênia e Croácia), para equilibrar a economia e distribuir benefícios permanentes aos mais pobres e menos desenvolvidos (povos albaneses e sérvios do Kosovo, e povos de Montenegro e sérvios bósnios e croatas).
Quando morreu, em 1980, passaram a aflorar questões políticas e econômicas pendentes durante o totalitarismo, assim como as, até então, ignoradas diferenças entre os costumes dos povos, e sobrevieram protestos e reclamações por maior justiça por parte do Estado.
Da combinação da glasnost russa com a queda do muro de Berlin e o fim da URSS, tais reclamações foram duramente sufocadas pelo presidente sérvio Slobodan Milosevic, que não admitia tratar de separatismo, daí a origem da turbulência e posterior tragédia na ex-Iugoslávia.
Os conflitos se seguiram a níveis incontroláveis, com o mundo assistindo sem interferir por tempo demasiado e injustificável.
Um filme para ser visto e refletido, pois não se pode ficar imune ao que ocorreu por lá.
E quem assistir ao filme poderá ver, sentir e compreender mais sobre as guerras na Iugoslávia do que quem apenas viu os noticiários nos jornais, revistas e TV.
Nota 9.
Difícil chegar até o final. Mas o dilema é interessante. Destaque para o início e só.
Joshua é um oficial antiterrorista estadunidense, acreditado em Paris, na França, e acaba de dizer adeus à esposa e ao filho em um bar quando o local explode matando os dois. A reação do soldado é tão irracional quanto imediata: ele pega a arma e entra na mesquita do bairro matando todos os presentes. Nós o encontramos depois de algum tempo alistado na Legião Estrangeira. Seu trabalho é lutar, não importa por quem, mas ele precisa de outra coisa: ele quer alguém para odiar (sendo dos EUA e trabalhando para a legião, isso se torna uma missão bem fácil). Estamos no início dos anos de 1990 e, então, o destino se torna a Sérvia. Em Montenegro, Joshua testemunha os assassinatos mais cruéis e participa deles até que, em seu caminho, ele conhece Vera, uma jovem sérvia estuprada por milícias muçulmanas. Joshua a ajuda a dar à luz sua filha e terá que decidir o que fazer com a pequena família. Dennis Quaid sabe como oferecer sua aparência dolorida a uma história mergulhada em humanidade e brutalidade. Ele é a força de Salvador que ele propõe sem hesitação (honra ao mérito à República de Montenegro que ofereceu assistência técnica, uma vez que na época ainda havia um elo tênue com a Sérvia cuja população de armas certamente não brilha por sensibilidade no filme). O caminho da redenção de um ser humano esforçado já vimos inúmeras vezes no cinema, mas neste filme ele se encaixa em um contexto bem descrito de violência diária e sem sentido como talvez apenas Winterbottom em Bem-vindo a Sarajevo tinha conseguido render teto igualmente eficaz. Um aviso aos fãs de Nastassja Kinski: seu nome só é útil para promover o filme. Na verdade, sua personagem (esposa) desaparece, para nunca mais voltar, nos primeiros 5 minutos do filme. Nem sei mesmo porque assisti a isso; perdi meu tempo...
Nunca tinha ouvido falar e achei um filme incrível. Tudo funciona bem, e por ter atuações competentes e um roteiro sem exageros, a narrativa me prendeu do início ao fim. Vale demais o play.
Meus amigos, QUE FILME! Puta merda! Dennis Quaid sofria em sua carreira como ator (enfrentando anorexia e o vício em alcool), mas nos entrega este filme brutal (desconfiem de mim, pois sou super fâ do Quaid). A tragédia dos Balcãs é até hoje algo ainda nebuloso no imaginário popular. Seria um parque de diversões para o nosso "presidente" genocida e a trupe que o segue....