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Data de lançamento
9 Set. 2018Duração
Baseado no célebre romance de James Baldwin, o filme acompanha Tish (Kiki Layne), uma grávida do Harlem, que luta para livrar seu marido de uma acusação criminal injusta e de subtextos racistas a tempo de tê-lo em casa para o nascimento de seu bebê.
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Sensível e bonito. Gostei muito da trilha, fotografia e da reconstrução de época. As inserções de imagens da época, são bem interessantes também.
Aquele típico filme novo de um diretor que realizou anteriormente um trabalho super badalado e premiado (Moonlight, nesse caso), mas que não repetiu o mesmo sucesso, tanto de público quanto de crítica. Entretanto, também é aquele típico filme que pode crescer com o tempo, depois de revisões.
Aconteceu o mesmo com A Conversação, Corpo Fechado, Showgirls, Interiores, Jackie Brown, O Rei da Comédia, O Mestre, etc - filmes "menores" de diretores renomados, que não fizeram o mesmo barulho de obras lançadas anteriormente, mas que tiveram seu devido reconhecimento anos depois.
Há algo a se descobrir em Se a Rua Beale Falasse.
Há um pequeno grande filme ali.
E um filme com aquela trilha sonora não pode ser ignorado.
Um Filme feito para americanos , bem voltado pra cultura americana, fala sobre racismo, o roteiro é bem básico! , os protagonistas até que são bons! A beleza da atriz Kiki Layne é um destaque! , mas o filme não traz emoção , o final é fraco .., um filme comum , filme de época , se passa nos anos 60 , filme bem esquecível .
Há muito de bom no meio do que é esse filme – em especial, para mim, a trilha magnífica do Nicholas Britell, que eleva as coisas a um outro nível –, mas a estranha sensação que ele deixa é que os elementos não se conectam organicamente e o pretenso lirismo soa forçado, sem o naturalismo de Moonlight, o trabalho anterior do diretor, que ele parece querer replicar em algum sentido. Tudo soa declamado demais, plastificado demais, e a narrativa, consequentemente, respira pouco fora desse processo de malickzação (a procura de um grande significado, poético, por trás de cada pequeno elemento, como se buscasse uma epifania que nunca chega).
Desde que a raça humana não se reconhece mais olhando no espelho, passamos a vida procurando nosso reflexo. Algo que pareça mais justo, aconchegante e familiar.
Parece impossível amar em meio ao ódio. Mas se o encontra, se cruza seus caminhos, você se reconhece.
"Pra mim, é bem simples.
Gosto de pessoas que se amam. Negro, branco, verde, púrpura, eu não me importo. Basta espalharem o amor, sabe? (...)". E caberia todas as outras galeras nessas diferenças que nos fazem tão únicos ao nosso próprio refletir.