França, segunda metade do século XV. Paris está cercada pelo Duque da Burgúndia. O cruel rei Luís XI suspeita de traição e, disfarçado, mistura-se ao povo, faminto àquela altura. Descobre que o traidor é o Condestável D'Aussigny, que é morto por François Villon, o trovador que assalta os armazéns reais enquanto tece versos de desprezo à Sua Majestade. Luís XI captura o poeta e faz dele o novo Condestável, para mostrar-lhe que, mesmo com todo o poder nas mãos não é fácil governar nem mesmo uma cidade, quanto mais um reino inteiro. François leva a sério suas novas responsabilidades e demonstra habilidade para distribuir justiça entre os súditos, ainda que falhe ao tentar mobilizar os exércitos contra o cerco. Para atrapalhar, ele e a dama de companhia Catherine de Vaucelles apaixonam-se um pelo outro; para piorar, o rei confessa que mandará enforcá-lo dali a uma semana.
Chegou a hora de fugir.
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Drama histórico razoável que poderia render mais se tivesse um ritmo mais dinâmico já que ele só consegue despertar maior interesse nas suas cenas finais. Falta também carisma a Ronald Colman para convencer como o protagonista. Quem acaba roubando a cena é Basil Rathbone que levou uma merecida indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo seu trabalho no filme.
Infelizmente, este épico da década de 30, acabou sendo ofuscado pelo brilhantismo de outros memoráveis filmes que se tornaram clássicos no gênero como "As Aventuras De Robin Hood", "Meu Reino por um Amor" e "Gavião do Mar", ambos dirigidos por Michael Curtiz e estrelados por Errol Flynn. "Se Eu Fora Rei", é um belo filme na sua concepção e realização. Este clássico, dos gêneros aventura histórica e drama biográfico, dirigido por Frank Lloyd, com roteiro de Preston Sturges, foi baseado na peça teatral homônima de Justin Huntly McCarthy. O filme recebeu quatro indicações para o Oscar 1939, incluindo melhor ator coadjuvante para Basil Rathbone. Obra-prima!
Drama histórico biográfico indicado a 4 estatuetas no Oscar: melhor ator coadjuvante, Basil Rathbone (1892-1967), melhor direção de arte, melhor gravação de som e melhor trilha sonora original. Este filme foioi inspirado na peça e romance de 1901, ambos do mesmo nome, de Justin Huntly McCarthy (1860-1936), com uma adaptação para o cinema por Preston Sturges. Levemente baseado em parte da vida de François Villon, lendário poeta medieval francês do século XV, aventureiro e rufião, foi tido como precursor dos poetas malditos do romantismo.
Já teve outras versões para o cinema: The oubliette (14), If I were king (20), Amor de boêmio (27) e o Rei vagabundo (30), François Villon (45) e O Rei vagabundo (56). Os créditos de abertura são exibidos nos telhados e paredes externas das casas. Anacronismo: a dieta idealizada de um rei inclui os beija-flores, mas esses ainda não haviam sido descobertos, pois Colombo ainda estava por algumas décadas. Foi a estréia no cinema de Darryl Hickman. William Farnum (1876-1953), que interpreta o general Barbezier, estrelou como Villon na primeira versão cinematográfica de If I Were King (1920). Charles Boyer supostamente recusou o papel principal.
O filme é uma aventura fascinante baseada nas vidas ficcionalizadas de dois personagens muito reais, Louis XI e François Villon. As performances são impecáveis, o roteiro de Preston Sturges (1898-1959), que também era diretor, é letrado e a Paramount Studios forneceu excelentes valores de produção, com boas lutas de capa e espada.