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Data de lançamento
5 Set. 2019Duração
A tripulação de uma traineira irlandesa a deriva no mar, luta por suas vidas contra um parasita no suprimento de água.
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Legalzinho, muita gente achou o final ruim, eu gostei, o filme todo é melancólico aí o final queriam o que? Um final de ação estilo alien? Não, aqui é tristeza pura
Contágio em Alto-Mar é um denso drama de suspense que expõe temas essenciais como ciência e sobrevivência. Muito bom!
Alguns filmes são frios por natureza. Outros, como Sea Fever, são frios por inércia. E o mar aqui é mais raso do que parece. Tudo começa com uma jovem pesquisadora ruiva (sim, o filme faz questão de mencionar que cabelo vermelho dá azar no mar) embarcando num navio de pesca, onde o maior perigo parece ser o tédio. Mas eis que surge uma criatura marítima desconhecida — uma espécie de lula gigante — que, em vez de puxar tripulantes para o fundo com tentáculos dramáticos, prefere liberar larvas parasitas e assistir, em silêncio, aos olhos da tripulação explodirem. Fraco demais pra um body horror com potencial.
É um daqueles filmes que prometem tensão, mas entregam protocolo. A criatura até tem um design curioso — tecidos membranosos, luminescentes, uma certa imponência passiva —, mas falta presença. Nada de caos, nada de desespero molhado, nada que tire o barco da rota narrativa. Ela só parasita. E nós, espectadores, também. Parasitamos cena após cena, esperando que algo pulse, que a paranoia cresça, que os personagens se voltem uns contra os outros. Eles até tentam — mas a tensão parece ter tomado um calmante e nunca sai do lugar. A tal febre do mar não sobe. Nem esquenta. Nem contamina.
A protagonista, uma cientista que carrega mais fórmulas do que carisma, encarna o dilema ético da vez: impedir que o barco volte ao continente para não espalhar a doença. E é aí que o filme se revela um caso clássico de autoengano conceitual. Finge que vai ser sobre paranoia à The Thing, mas entrega uma palestra flutuante sobre responsabilidade coletiva. Nem os tentáculos se salvam: numa das poucas cenas em que a criatura se move, ela levanta os braços como quem vai fazer algo — e… nada. Nem ataque, nem susto. Só mais um aceno da frustração.
Sea Fever não fede, não cheira, não arde. É tecnicamente competente, visualmente limpo, e emocionalmente anestesiado. Um filme sobre infecção que não infecta. Um filme sobre isolamento que só isola o espectador. O verdadeiro milagre é sair dele sem sentir nada. Nem enjoo. Nem medo. Nem febre. Só uma leve vontade de pular no bote e procurar um horror que saiba nadar.
É um bom filme, começa muito bem, mas se perde um pouco nos ultimos 30 minutos , dava pra ser melhor, mas não me arrependo de ter visto.
Filme belga sobre um parasita que se aloja em 1 barco. Tinha tudo para ser bom, mas se perde no meio do caminho. Razoável apenas.