"Nas Ardenas, Laura e Peter tentam salvar seu casamento sem sucesso. A presença de uma trabalhadora atraente desperta nela emoções proibidas, testando sua lealdade".
Pensa em um filme ruim. Pensou? Ele deve ser incrível perto desse aqui. Parece que é uma adaptação mal feita de alguma fic no Wattpad escrita por uma menina de 12 anos vivendo em 2009. A mulher passa o filme todo fantasiando transar com seu próprio marido que, por nenhum motivo particular, não está interessado. Aí ela
BEIJA o cara e interrompe antes que a coisa fique séria, mas conta pro marido e ele dá um chilique antes de decidir fazer terapia de casal. Pronto. O filme é isso. Parece mais um comercial muito longo de alguma clínica de terapia de casais, sei lá
OVER DE GRENS Direção: Elisabeth Puglia Ano: 2025 Assistido em: 06/06/2026
O meu guilty pleasure cinematográfico são os thrillers eróticos. Eu amo histórias em que alguém, seja homem ou mulher, se apaixona perdidamente por uma figura maravilhosa que, de repente, se revela um psicopata maluco que vai transformar a vida do trouxa em um verdadeiro inferno. Eu adoro esse tipo de história. Basta ler uma sinopse minimamente nesse sentido e eu caio igual a um patinho, indo assistir sem pensar duas vezes. Claro que, para cada dez que assisto, onze são porcarias, e raramente aparece um bom, é uma questão de arriscar, procurar e assistir. Um dia você acerta, e infelizmente, com esse filme, esse não foi um desses dias.
Laura e Peter deixam para trás a rotina que levavam e se mudam para a região das Ardenas na esperança de reconstruir um casamento desgastado pelo tempo. No entanto, a distância emocional entre os dois continua evidente, e a adaptação à nova vida não acontece como planejado. Quando Laura conhece Mathieu, um jovem que trabalha na região, ela passa a desenvolver uma forte atração por ele.
Quando os créditos começaram a subir, eu comecei a pensar em Over de Grens como um não-filme. Sim, porque ele praticamente é o contrário das práticas mais comuns do que a gente pode considerar cinema. Ele não tem uma história, não tem uma direção narrativa óbvia, arma e desarma situações o tempo todo, frustra todas as expectativas do espectador. Enfim, foi modelado para ser decepcionante do começo ao fim. Essa não é a primeira nem será a última vez que vemos um casal com problemas no relacionamento e que, de repente, um dos dois começa a se interessar por uma terceira pessoa. Mas, honestamente, eu não me recordo de nenhum outro com essa premissa cuja história simplesmente não tenha levado a lugar algum.
Você fica esperando a história começar, e ela nunca começa. Laura tem seus sonhos eróticos com o marido e com o vizinho empreiteiro, mas só fica nisso mesmo: sonhos. Porque ela não resolve sua frustração conjugal e também não tem coragem de trair. E é isso. É esse chove-não-molha o tempo todo. Ela não se resolve com o marido, não se resolve com o amante, a história não se resolve, e, quando os créditos sobem, você fica com cara de besta se perguntando que diabos acabou de assistir.
Ponto forte do filme? O elenco é bonito, convenhamos. Laura tinha duas opções maravilhosas para escolher entre Manuel Broekman e Vincent Banic. Só que é só isso mesmo. Durante uma hora e vinte minutos, você é feito de bobo, e a única coisa que nos resta é prestar atenção na beleza dos rapazes, porque não existe absolutamente nada de relevante acontecendo em cena. Nem mesmo para explorar as belas paisagens do interior belga a diretora prestou.
Eu já disse várias vezes, e vou correr o risco de parecer repetitivo, mas prefiro mil vezes odiar um filme com todas as minhas forças do que sentir desprezo por ele. E foi exatamente isso que aconteceu aqui. Over de Grens não despertou absolutamente nada em mim, e isso é horrível. É triste se deparar com uma obra que termina exatamente da mesma forma que começou: com zero desenvolvimento de personagens, zero evolução e fazendo o espectador se perguntar o que foi que ele estava assistindo, porque o próprio filme nunca conseguiu responder a essa questão.
Pensa em um filme ruim. Pensou? Ele deve ser incrível perto desse aqui. Parece que é uma adaptação mal feita de alguma fic no Wattpad escrita por uma menina de 12 anos vivendo em 2009. A mulher passa o filme todo fantasiando transar com seu próprio marido que, por nenhum motivo particular, não está interessado. Aí ela
BEIJA o cara e interrompe antes que a coisa fique séria, mas conta pro marido e ele dá um chilique antes de decidir fazer terapia de casal. Pronto. O filme é isso. Parece mais um comercial muito longo de alguma clínica de terapia de casais, sei lá
OVER DE GRENS
Direção: Elisabeth Puglia
Ano: 2025
Assistido em: 06/06/2026
O meu guilty pleasure cinematográfico são os thrillers eróticos. Eu amo histórias em que alguém, seja homem ou mulher, se apaixona perdidamente por uma figura maravilhosa que, de repente, se revela um psicopata maluco que vai transformar a vida do trouxa em um verdadeiro inferno. Eu adoro esse tipo de história. Basta ler uma sinopse minimamente nesse sentido e eu caio igual a um patinho, indo assistir sem pensar duas vezes. Claro que, para cada dez que assisto, onze são porcarias, e raramente aparece um bom, é uma questão de arriscar, procurar e assistir. Um dia você acerta, e infelizmente, com esse filme, esse não foi um desses dias.
Laura e Peter deixam para trás a rotina que levavam e se mudam para a região das Ardenas na esperança de reconstruir um casamento desgastado pelo tempo. No entanto, a distância emocional entre os dois continua evidente, e a adaptação à nova vida não acontece como planejado. Quando Laura conhece Mathieu, um jovem que trabalha na região, ela passa a desenvolver uma forte atração por ele.
Quando os créditos começaram a subir, eu comecei a pensar em Over de Grens como um não-filme. Sim, porque ele praticamente é o contrário das práticas mais comuns do que a gente pode considerar cinema. Ele não tem uma história, não tem uma direção narrativa óbvia, arma e desarma situações o tempo todo, frustra todas as expectativas do espectador. Enfim, foi modelado para ser decepcionante do começo ao fim. Essa não é a primeira nem será a última vez que vemos um casal com problemas no relacionamento e que, de repente, um dos dois começa a se interessar por uma terceira pessoa. Mas, honestamente, eu não me recordo de nenhum outro com essa premissa cuja história simplesmente não tenha levado a lugar algum.
Você fica esperando a história começar, e ela nunca começa. Laura tem seus sonhos eróticos com o marido e com o vizinho empreiteiro, mas só fica nisso mesmo: sonhos. Porque ela não resolve sua frustração conjugal e também não tem coragem de trair. E é isso. É esse chove-não-molha o tempo todo. Ela não se resolve com o marido, não se resolve com o amante, a história não se resolve, e, quando os créditos sobem, você fica com cara de besta se perguntando que diabos acabou de assistir.
Ponto forte do filme? O elenco é bonito, convenhamos. Laura tinha duas opções maravilhosas para escolher entre Manuel Broekman e Vincent Banic. Só que é só isso mesmo. Durante uma hora e vinte minutos, você é feito de bobo, e a única coisa que nos resta é prestar atenção na beleza dos rapazes, porque não existe absolutamente nada de relevante acontecendo em cena. Nem mesmo para explorar as belas paisagens do interior belga a diretora prestou.
Eu já disse várias vezes, e vou correr o risco de parecer repetitivo, mas prefiro mil vezes odiar um filme com todas as minhas forças do que sentir desprezo por ele. E foi exatamente isso que aconteceu aqui. Over de Grens não despertou absolutamente nada em mim, e isso é horrível. É triste se deparar com uma obra que termina exatamente da mesma forma que começou: com zero desenvolvimento de personagens, zero evolução e fazendo o espectador se perguntar o que foi que ele estava assistindo, porque o próprio filme nunca conseguiu responder a essa questão.
IMPRIMATUR:
A estrutura dos personagens são superficiais e as partes oníricas tão pouco funcionam...
Avaliação em nota: 3.9