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Data de lançamento
3 Out. 2020Duração
Documentário sobre aquele que é considerado hoje o pai dos inquéritos sobre a violação de direitos humanos, Roger Casement (1864-1916). As ações de quando ele esteve na África, no Brasil e na sua Irlanda nativa ainda repercutem em nossos dias.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Revi recentemente esse documentário brasileiro desafiador, que trata de um tema que vira e mexe nos mobiliza, a questão dos indígenas da Amazônia. Rodado em 2020, o filme é uma longa narração dos diários do cônsul britânico Roger Casement (1864-1916), que no fim da vida esteve em atividade diplomática no Rio de Janeiro. Nesse período ficou incumbido de investigar os crimes cometidos pela Peruvian Amazon Company contra os indígenas da região do Putumayo, no Peru. A corporação, durante 50 anos, escravizou indígenas para a extração da borracha, matando mais de 30 mil pessoas e destruindo aquelas terras originárias – o caso foi registrado como genocídio e acobertado pelas autoridades locais por muito tempo. Com registro de fotos e documentos da época e cenas aéreas da bacia peruana do Putumayo, o chocante filme traça a descoberta aterradora de Casement: um sistema cruel de extrativismo que assassinou e escravizou milhares de indígenas na selva. Seu trabalho de pesquisa e denúncia durou 120 dias, entre 1910 e 1911, quando escreveu os tais manuscritos, intitulados ‘Diários da Amazônia’, que se tornaram célebres pelo teor dramático das observações dele na região. Casement foi uma voz pioneira dos direitos humanos indígenas, e antes de Putumayo já havia denunciado as atrocidades no Congo, cometidas pelo rei Leopoldo II, da Bélgica. Visualmente impactante pelas imagens potentes dos indígenas na tela, o filme foi exibido no Festival ‘É Tudo Verdade’. Quem assina é o diretor Aurélio Michiles, que décadas atrás já havia explorado a Amazônia no cinema, em seu maior trabalho, ‘O cineasta da selva’ (1997), filme que acompanha o fotógrafo que se tornou cineasta engajado e deu voz aos indígenas, Silvino Santos. ‘Segredos do Putumayo’ está disponível gratuitamente na plataforma Sesc Digital até dia 02/11.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot com
Documentário triste, porém muito bem executado. O trabalho do Aurélio está sensacional, e ele merece todos os prêmios e reconhecimento por isso. Sinto orgulho de ver um irmão amazônida que nos representa tão bem e que faz esse esforço contra o esquecimento de um episódio tão triste da Amazônia.
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O mundo é muito injusto...
As injustas justiças seculares.