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Data de lançamento
5 Set. 2023Duração
Na trama do longa, que se passa no verão de 1996, Tamara (Maya de Vicq) aproveita suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora, em Alagoas, antes de partir para estudar em Brasília. Ao ouvir falar de uma adolescente apelidada de "Sem Coração" por causa de uma cicatriz que tem no peito, ela passa a sentir uma atração crescente por essa menina misteriosa.
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A história se passa nos anos 1990, e eu achei que ele tinha sido filmado na década de 2000. Achei muito interessante isso, a ambientação foi muito boa. Eu tive aquele tipo de saia jeans com babado que a Duda usa em uma das cenas.
Parece que a qualquer momento vai acontecer alguma coisa grande, mas as coisas vem devagar e quando vê de fato acontecem.
O filme consegue abordar questões de gênero, classe e raça de uma forma simples e profunda. Ele aborda diversas temáticas, mas na minha visão faz sentido por ser um grupo de adolescentes e cada um deles carregar uma dinâmica de vivência diversificada. Apesar das diferenças, em grupo eles conseguem se conectar. Sinceramente… amei amei amei. A conexão das meninas foi uma fofura e a forma do filme abordar a proximidade delas é encantador. Enfim, a música no final e a Tamara perguntando o nome da “sem coração” me pegou. Me remeteu a Tamara falando para os amigos “Deixem ela, vocês nem conhecem ela”.
Gosto do sotaque das pessoas do filme, foi o charme, o cenário é lindo também.
Mas eu não gostei da história em si, só nada para lugar nenhum, atuações fracas, não consegui me conectar com os personagens e ter a menor empatia por nenhum eles.
Acho que teve muitos temas bons e atuais, porém contado de forma rasa e por vezes confusa.
Tive dificuldade no começo, com a impressão de estar vendo qualquer coisa, até que o qualquer coisa vai virando alguma coisa e aí vai melhorando
Em Sem Coração, somos quase um membro etéreo do grupo da Tamara, observando seus passatempos, lutas e escolhas. Embora o filme trate de romance e descobertas, ele foge dos caminhos manjados em que tudo gira em torno disso. Aqui tudo acontece de forma natural, quase como um elemento secundário, mérito da diretora e roteirista.
Ao mesmo tempo que o filme evita julgamentos, também parece ter dificuldade em lidar com as próprias ações que apresenta, tratando algumas como páginas simplesmente viradas, sem consequências claras.
Senti que a montagem tropeça em alguns momentos, criando situações estranhas, simplesmente para a história acontecer
, como quando dois personagens estão juntos, se despedem, seguem para a mesma direção, mas aparecem sozinhos para que algo aconteça.
Essas questões comprometem o filme? Sim.
Faz com que ele deixe de ser bom? Não. Mas faz com que se torne apenas mais um.