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Data de lançamento
9 Out. 2025Duração
Em O Último Episódio, um garoto de 13 anos chamado Erik quer impressionar a menina por quem nutre uma paixão platônica, a garota nova da escola Sheila. Para se aproximar dela, ele jura que possui uma fita em casa com o episódio final do lendário desenho Caverna do Dragão. Agora, corre contra o tempo para poder arranjar uma solução para essa pequena mentira com a ajuda de seus melhores amigos.
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Ver um ex-aluno muito querido na tela é bom demais, viu? Daniel, I’m so proud of you. ♥️
É um tanto simplório, mas uma bonita homenagem a uma infância que não existe mais.
É uma daquelas produções que você vê que foi feita com muito carinho e amor e que acaba se tornando até algo muito pessoal. Tão pessoal, que me fez lembrar de todas a historias que já escutei sobre os anos 90.
Por um olhar afetivo, o filme é uma excelente reverência ao final da década de 80 — início de uma grande fase — e atenua os alardes políticos vividos naquele período; o fato de a narrativa ser construída sob uma ótica infantil ajuda muito na condução do filme. Entretanto, existem alguns pequenos detalhes que faltam e transformam o filme em uma obra presa à nostalgia — que vacila muito pelos excessos estéticos — e o sentimentalismo em torno das personagens. Não é necessariamente um problema, mas tenho a impressão de que o filme constantemente tenta evocar referências que, por algum motivo, não puderam ser colocadas; a INXS ou a Joy Division ou até mesmo um Miami Bass, aparecem de forma subliminar, como uma emulação, que toca muito longínquo do seu tempo — seja 1991 ou 2026.
Mas como dito, não são necessariamente um problema, o simbolismo real está lá, construindo um plano de fundo para as tensões discutidas, e é aí que está o problema, as problemáticas: mãe ausente, mãe conservadora, mãe pobre e pai fantasma. As articulações são condensadas, e o tal episódio perdido coexiste com as ausências que lacunam a existência das personagens centrais, contudo, as resoluções simples pressupõe que as crises não eram tão problemáticas assim — com a exceção de Erik que, embora a assombrologia sobre o pai seja um pouco jogada, a crise com a mãe evidencia o agravamento político nos primeiros anos democráticos.
Quanto ao último episódio, ele permanece um mito, mas eu adoraria ver o que as crianças aprontaram, inclusive eu lançaria um curta-metragem contextualizado nos dias de hoje, onde Erik mostra para os filhos a tal fita e quem sabe dar continuação ao universo, afinal, os tempos são outros, mas a crise é a mesma.
Ps. A Ufo filmes não quer ver, será concorrente da Filmes de Plástico? Aposto que são de Varginha.
Pura nostalgia dos anos 90! Focado no afeto, na amizade e no cotidiano comum. É uma metáfora bonita sobre memória, imaginação e comunidade. Porém, é um filme para quem era criança ou adolescente na década de 90. Alguém que nasceu após os anos 2000 não vai criar identificação.