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Data de lançamento
5 Dez. 1973Duração
Frank Serpico, um policial idealista da cidade de Nova Iorque, se recusa a receber subornos, ao contrário do resto dos policiais. Por causa disso, ele acaba sempre sendo colocado em situações perigosas por seus parceiros. Quando seus superiores ignoram as acusações de corrupção de Frank, ele decide fazer suas acusações publicamente. Mesmo com a Comissão Knapp investigando o caso, Frank agora é um alvo. O filme é baseado em uma história verídica.
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Vi 45 minutos e parei, o filme não te prende, não entendi as notas altas, gosto é gosto, pra mim foram 45 minutos perdidos, acho muito ruim.
O sistema é foda, parcero.
Vale a pena ver só pelo personagem peculiar e pela atuação do Al Pacino.
Muitoooo bom! Meu Deus! como demorei tanto para assistir esse pequena obra-prima do cinema político!
**Serpico** (1973), de Sidney Lumet, é um retrato implacável da degradação moral nas estruturas policiais, narrando a trajetória real de Frank Serpico. Ao recusar integrar-se ao esquema sistêmico de propinas, o policial torna-se um estranho dentro de sua própria corporação, sendo sistematicamente isolado por seus pares. A obra de Lumet não trata a corrupção como um desvio individual, mas como uma engrenagem invisível que mantém o sistema funcionando, tornando a integridade um comportamento patológico diante dos olhos de um grupo enraizado no cinismo.
Al Pacino entrega uma atuação febril e visceral, despindo o detetive de qualquer aura de invulnerabilidade heroica. Suas excentricidades e estilo de vida contracultural o transformam em um corpo estranho, forçando o público a sentir a claustrofobia de estar sob vigilância constante. A direção utiliza a estética árida da Nova York dos anos 70 para amplificar a sensação de sufocamento, onde a verdadeira ameaça não reside nas ruas, mas no medo palpável do "fogo amigo". A tensão cresce na percepção de que a ética, ali, é uma traição inaceitável.
O roteiro evita o tom panfletário ao focar no custo psicológico dessa escolha, revelando que a honestidade, em um sistema corrompido, é um fardo solitário e frequentemente esgotante. A paranoia devora a vida pessoal do protagonista, provando que o esforço de manter valores firmes em um meio anestesiado cobra um preço que vai além da carreira. O filme recusa finais triunfais ou resoluções simplistas, preferindo encarar a realidade amarga de uma estrutura burocrática desenhada para proteger apenas a si mesma.
A câmera precisa de Lumet confere um realismo quase documental, dando espaço à vulnerabilidade humana e à exaustão de Serpico. Ao final, o longa permanece como uma obra essencial e dolorosamente atual, questionando o que sobra do indivíduo quando ele decide enfrentar uma engrenagem que exige, acima de tudo, a sua omissão. É, acima de tudo, um estudo sobre a solidão monumental daquele que decide não se vender em um mundo que normalizou a desonestidade.