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Data de lançamento
9 Junho 2004Duração
Akbar tinha apenas 16 anos quando foi preso, acusado de um assassinato. Por dois anos, ele fica prisioneiro num centro de reabilitação, esperando completar 18 anos. No dia seguinte ao seu 18º. aniversário, ele é transferido para uma prisão, aonde deve esperar o dia de sua execução. Sua irmã e seu amigo, Ala, fazem os últimos esforços para impedir sua morte.
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aí aí Asghar Farhadi, sempre me pondo em uma encruzilhada.
Que filme!
Do Iraniano Asghar Farhadi( diretor de"O Apartamento" e "A Separação", entre outros), este filme de 2004 insere-se no cinema habitual do iraniano, no sentido da abordagem da condição humana e as suas vulnerabilidades, nas contradições que estão presentes em todos nós. É uma obra de grande simplicidade narrativa, mas que consegue colocar temas éticos com uma profundidade incomum. Cinema de alto nível. Nota:4(0-5)
Foi através de "A Separação" e "O Passado" que Ashgar Farhadi ficou potencialmente conhecido no cinema, mas agora conhecendo suas primeiras obras, eis que me deparo com este "Shah-re Ziba"- um filme que já flertava com problemas enfrentados pelo povo iraniano - mas como só apresentar o problema e propor um diagnóstico rápido não basta -,Farhadi como já conhecemos, prefere tratar com os personagens intrinsecamente, cada qual com suas mágoas e orgulhos e mira em várias feridas abertas.
É verdade que, como resultado geral ele não consegue fugir de alguns momentos novelescos, mas já fica claro com esse filme que o cineasta tinha uma visão diferenciada sobre o cinema de seu país.
Então, Vida longa a ele!
Acho muito interessante como o Asghar Farhadi consegue construir suas histórias. Os fatos são tão bem amarrados, aos poucos, parece que cada nó vai desatando e desencadeando novos conflitos.Farhadi é sem dúvida um ótimo contista.
A história desse filme é excelente, as dúvidas, as decisões que as personagens tem que tomar a cada reviravolta, as coisas que elas devem abrir mão para felicidade alheia. Não sei o que faria se estivesse na pele de A'la.
O que me intriga é o fato de tudo ter começado por uma desição egoísta de Akbar, matar a garota só por não querer que ela se casasse com outro que não fosse ele já é algo bastante egoísta. Mas o pior é que, para salvar sua vida, todos ao seu redor devem ceder algo que é importante para eles, o pai da menina, a sua honra; a irmã dele, seu amor e o amigo, além de seu amor... deveria desistir de sua própria liberdade, de ser livre para escolher se casar com Firoozeh