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Data de lançamento
2 Ago. 2025Duração
Uma história de amor e ideais se desenrola em uma era resistente à diversidade, tendo como pano de fundo a turbulência política de 1969-1971.
Trin, um economista íntegro, entra em choque com Thanwa, um hippie de espírito livre. Quando eles encontram Moira, uma viúva extravagante que vive muito além dos limites da liberdade, suas vidas tomam um rumo imprevisível.
Emissora: Channel 7, We TV • Episódios: 8 • Duração: 60 min.
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Um achado. Que série excelente. Já vi outras séries tailandesas em que os atores não eram tão bons assim. Nessa os atores estão perfeitos, a história é muito bem contada e prende a atenção do começo ao fim. Amei.
Eu não sei porque eu demorei tanto pra assistir Shine, porque essa série é uma obra prima. Se Gelboys começou o ano com uma obra impecável e autêntica, Shine fechou 2025 com chave de ouro com uma narrativa ousada, política e carregada de sentimentos e beleza.
A história se desenrola com uma tensão crescente que é simplesmente irresistível. A história consegue equilibrar bem a frieza e a crueldade da ditadura com a liberdade indulgente e a rebeldia daqueles que se recusavam a viver em uma democracia furtada.
Sem dúvidas, o protagonismo aqui fica para o Krailert e Naran. A narrativa entre eles é excelência pura. Desde a atuação impecável até a construção dos personagens, as cartas no jornal, a dualidade de suas vidas, o desejo proibido, as ameaças, os conflitos de suas profissões.
É realmente uma das narrativas mais interessantes que eu já vi há muito tempo. É apaixonante e angustiante ao mesmo tempo. É uma história trágica, mas ainda dotada de tamanha beleza e nuance. Eles realmente roubam a cena e são os responsáveis por carregar as tramas mais significativas da série.
Dr. Trin e Tanwa funcionam bem juntos e é óbvio que a química entre eles é irresistível. A atuação também é um grande ponto forte, mas nada disso é novidade.
O que me surpreende é como os personagens deles acabam ficando apagados e alheios a trama principal da série. Todo o romance entre eles é picotado e não consegue engatar em um ritmo interessante.
Tanwa é que mais perde aqui. Ele é um personagem que fica desconexo na trama. Não há evolução, não há mudança. Ele passa por toda a trama drogado, bêbado, brigando com o pai e vivendo uma realidade alheia ao sofrimento ao seu redor.
E isso faz com que o personagem soe egoísta e alienado no topo do seu privilégio. E quando a série decide colocar Victor em um "triângulo amoroso" com o Dr. Trin, a imagem dele fica completamente deteriorada.
Mas é inegável que apesar da falta de cuidado com os protagonistas da série, a história é simplesmente fantástica e assustadoramente próxima ao que poderíamos estar vivendo hoje.
Um grande destaque para o Victor que apesar de cair nesse clichê de triângulo amoroso impossível - que eu considero desnecessário a trama - ainda consegue entregar uma narrativa tão poderosa.
O final se desenrola de forma agridoce com a realização dolorosa de que um amor proíbido jamais será livre, mas ainda nós dando esperança de que no meio de todo esse caos, alguns ainda sobreviveram para amar de novo.
Uma bela história e uma sublime estreia na direção da Jean Khamkwan.
Fotografia, figurino, caracterização de excelência.
O roteiro também é bom, mas achei muita enrolação nos episódios iniciais.
O final é previsível, na parte da ditatura, com um pequeno plot twist.
Pra mim, de longe, a história do militar e o jornalista foi a melhor.
Primeiro, tendo o namorado "sumido" pelo exército, depois com um casamento frio com uma mulher. A troca de textos poéticos no jornal, depois os códigos nos livros e o romance com o jornalista, eram minhas partes preferidas. Gostei que os dois tenham pensado um no outro em algumas atitudes, seja pra não publicar coisas polêmicas envolvendo o nome do amado ou não concordando com o fim dos estudantes (ainda que parecesse que ele também pensava assim).
Fiquei surpresa com a revelação da esposa, e já tinha aceitado o final infeliz bem antes.
Só achei que a esposa ia trair o marido com o Veena, mas ela preferiu ser uma "esposa perfeita" a ser feliz.
Outro ponto alto da trama foi o estudante.
A luta política, achei que foi um pouco "amenizada". O que é compreensível.
Deixaram de mostrar mais a violência e depois da morte do Victor, todo mundo apenas aceitou o regime.
A morte daquela primeira pessoa no interior, onde a fábrica ia ser construída, podia ter sido mais mostrada, tanto a luta quanto a morte.
E achei meio surreal os militares preocupados com a opinião de alguém, antes de construir a fábrica. Pelo menos a ideia que tenho do ditadura é que eles não se preocupavam a lei - e nem com a opinião de ninguém.
A censura jornalística também foi muito bem representada, pelo repórter dividido entre o sonho de liberdade e o de amor.
Os protagonistas, pra mim, eram personagens bons, mas mal aproveitados e o romance deles, foi bem sem sentido considerando todo o contexto da trama.
Claro que o tributo ao John Lennon (que ainda estava vivo) me arrancou muitas risadas. E eles tem cenas muito românticas, sim. Mas a questão é além do romance.
O hippie tinha um trauma, não se dava bem com o pai e viveu despreocupadamente até o fim. Quando do nada, escreveu um livro e foi atrás do amado em Paris. Foi um personagem que só ajudou a manter o professor vivo no final, e mais nada. O que mais acrescentou pra qualquer outro personagem? Ou como ele amadureceu na história? Era um personagem sem propósito. O amigo que tinha umas frases soltas era muito mais interessante na trama que ele.
O professor também. Ele veio de um trauma também relacionado a manifestações. E em momento algum tentou convencer os estudantes de não entrar nessa furada ou tentou falar com o tio para evitar o conflito. Era como se eles nem se conhecessem.
O discurso sobre pobre x rico também não funcionou, já que o problema da história não era sobre distribuição de renda, mas sobre liberdade e clareza de informação.
O comunismo foi citado bem levianamente, sendo que poderia sim, ter sido mais um assunto a ser abordado, tanto pela família fugitiva do regime, quanto pelo que supostamente os estudantes lutavam.
No geral, a série é boa e a produção é excelente, mas retrata um assunto tão sério na superficialidade. Se olharmos só pelo lado do romance, o casal secundário dá uma lavada nos protagonistas.
Essa série promete! Toda a estética, as atuações e a ambientação está perfeita. Espero que o roteiro entregue o nível que essa produção merece.