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Um jornalista ambicioso se compromete a resolver um assassinato cometido dentro de um asilo - o que ele considera uma grande chance para conquistar o Prêmio Pulitzer Para isso, ele precisa infiltrar-se entre os pacientes, sendo internado como louco dentro da instituição. Só que o convívio com os outros pacientes, e com a rotina do sanatório, provocarão dramáticas mudanças no presunçoso repórter.
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Samuel Fuller genial, que filme!!!
FILMÁÇO!
Fuller foi genial.
"Shock Corridor" não é somente um filme sobre ambição e loucura, é um compilado de traumas que durante muito tempo assombraram a sociedade americana: as guerras, o racismo e as ameaças nucleares.
O jornalista Johnny Barret (Peter Breck) em sua obsessão pelo Prêmio Pulitzer, se submeterá a extremos dentro de uma instituição psiquiátrica para desvendar um assassinato. Obstinado, ele busca incessantemente informações com cada uma das três testemunhas do crime.
Há interpretações caricatas e estereotipadas da loucura, fazendo com que algumas cenas se tornem risíveis ou mesmo bizarras, mas a verdade é que os absurdos cercam o roteiro desde o seu início. O filme também faz uso de efeitos visuais interessantes para ilustrar os sonhos e devaneios da loucura e, apesar de ser em preto e branco, insere algumas cenas coloridas descontextualizadas, justamente para ilustrar os delírios dos pacientes.
Assim, o diretor e roteirista Samuel Fuller faz uma espécie de crítica à forma como algumas instituições tratavam os pacientes psiquiátricos, e mostra como a obsessão excessiva pode transformar-se em neurose e levar à destruição pessoal.
As três testemunhas são traumatizadas por estresse pós-guerra, racismo e corrida nuclear - três tópicos que estavam em destaque na sociedade americana de 1963.
Samuel Fuller prova ser um grande diretor com "Shock Corridor". Com cenas transitando entre o preto e branco e o colorido, e uma história que faz o público se sentir tão louco quanto o personagem principal de seu filme. O que há de bom neste filme é que Fuller faz de tudo para atrair o público para sua mente. Você não pode assistir a este filme sem fazer parte dele. Gostei da atuação e das cenas musicais com Constance Towers (Cathy)