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Data de lançamento
26 Julho 2007Duração
Em um beco escuro, o misterioso Smith (Clive Owen) tenta salvar uma mulher que acaba de dar à luz. Smith não consegue salvá-la, que morre em meio ao tiroteio ocorrido, mas consegue resgatar o bebê. Logo ele percebe que o alvo dos matadores é o bebê, e não sua mãe. Smith consegue fugir e busca a ajuda de Donna Quintano (Monica Bellucci), uma prostituta que abortou recentemente e tem leite suficiente para alimentar o bebê. Juntos eles tentam decifrar o porquê dos matadores estarem atrás da criança.
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prometo que quando rever esse estarei roendo uma cenoura
Mandando Bala não tem qualquer compromisso com realismo, e essa é justamente sua maior qualidade. Desde os primeiros minutos, o filme deixa claro que a lógica será substituída pelo exagero absoluto, transformando cada cena em uma competição para descobrir até onde é possível levar a ação sem perder o senso de diversão. É uma obra que abraça o absurdo com tanta convicção que acaba encontrando sua própria identidade.
A trama acompanha Smith, um homem misterioso que, por acaso, impede o assassinato de um recém-nascido durante um tiroteio. A partir desse momento, ele passa a ser perseguido por um exército de assassinos enquanto tenta proteger o bebê e descobrir os motivos por trás da conspiração. A história é simples e funciona apenas como combustível para uma sequência praticamente ininterrupta de perseguições, tiroteios e situações completamente improváveis.
O conflito central é direto e nunca tenta parecer mais profundo do que realmente é. O roteiro sabe que seu objetivo é criar entretenimento desenfreado, utilizando humor ácido e violência cartunesca para transformar cada confronto em um espetáculo. Existem pequenas críticas sociais espalhadas pela narrativa, mas elas servem muito mais como pano de fundo do que como tema principal.
Os personagens são caricaturas assumidas, e isso funciona perfeitamente dentro da proposta. Clive Owen constrói um protagonista frio, sarcástico e extremamente carismático, enquanto Paul Giamatti entrega um vilão exagerado, teatral e divertidamente insano. Monica Bellucci completa o trio principal com boa presença, mesmo que sua personagem receba menos desenvolvimento do que poderia.
Tecnicamente, o filme é uma explosão de criatividade. A direção utiliza movimentos de câmera rápidos, montagem frenética e coreografias de ação que desafiam qualquer noção de física. O ritmo praticamente não desacelera, criando uma experiência energética do início ao fim. Em alguns momentos, o excesso pode gerar fadiga, mas essa extravagância faz parte da própria proposta do longa.
No fim, Mandando Bala é um filme que entende exatamente o que quer ser. Não busca profundidade emocional nem realismo, apenas oferecer duas horas de ação estilizada, humor irreverente e entretenimento sem freios. Quem embarca na sua loucura encontra uma das experiências mais divertidas e criativas do cinema de ação dos anos 2000.
Nota: 6,4
Nonsense é pouco nesse filme. Pelo menos Clive Owen e Paul Giamatti parecem estar se divertindo.Destaque pra ótima trilha sonora.
Havia assistido a muitos anos atrás e resolvi assistir novamente (26/11/24) e não lembrava que era tão bom, lembrava que tinha uns absurdos, mas é engraçado, não é tipo o Adrenalina, esse aqui é bom.
Acho que nunca um filme tão exagerado mas gostei porque tem muita ação, as vezes vira até comédia de tão é o exagero.