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Data de lançamento
27 Maio 2022Duração
Uma escultora tenta balancear sua vida criativa e os dramas cotidianos de sua família e amigos. A artista está à beira de uma exposição que representa uma mudança em sua carreira. Enquanto isso, é atravessada por dramas de sua família, amigos e colegas antes da abertura. Ela então resolve transformar o caos da vida em uma fonte rica de inspiração para seu processo criativo, e assim, produzir arte.
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Ótima atuação de Michelle Williams neste filme com personagens muito originais, desestruturados mas cheios de espontaneidade e iniciativa. Muito melhor do que Mastermind, porém inferior a First Cow, outros trabalhos da talentosa diretora.
Se em “Wendy & Lucy” Michelle interpretou uma personagem negligente consigo mesma, em “Showing Up” o foco é em Lizzy, uma escultora que sofre com a negligência de familiares e amigos. A partir daí, Kelly Reichardt constrói uma narrativa onde a protagonista lida com sentimentos de inferioridade e insegurança, oriundos de um contexto familiar conturbado. Lizzy pode parecer reclamona e chata aos olhos de muitos, mas é necessário compreender que este é o produto de relações negligentes com pessoas envaidecidas, embebidas em si mesmas, capazes de ignorar as necessidades alheias em detrimento de seus afazeres pessoais - nesse caso, atividades artísticas, subjetivas e nem sempre visivelmente competentes ou significativas; Reichardt também desmistifica o gênio artístico, apontando o lado ególatra, narcisista e pretensioso desses indivíduos. As reclamações de Lizzy, aliás, são a forma encontrada pela personagem para sustentar suas relações, caso contrário, do que mais ela falaria com os outros? E as próprias esculturas humanas criadas pela artista revelam o desejo de manter pessoas em sua vida.
P.S.: tem como não odiar a tradução cafonérrima do título do filme como “Esculturas da Vida”?
Que filme chato, meu Deus!
Reichardt trabalha novamente com o humor cuidadosamente construído em situações de desconforto, sem chamar muita atenção a si mesma ou maneirismos, o que pode causar um ritmo lento até demais ali no meio, mas que ainda consegue cativar em sua natureza irônica e personagens calcados no real.
Nunca assisti um "Slice of life" tão ruim quanto esse filme. E olha que eu curto o gênero,mas esse filme não chega a lugar nenhum. Descartável.