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16 Julho 2021Duração
Num futuro incerto, o Brasil tem seu primeiro foguete tripulado lançado pela Barreira do Inferno, em Natal - RN. Um episódio que deixa todos muito orgulhosos e é motivo até de um feriado nacional. Mas, para além da conquista científica, são as mudanças que esse acontecimento provoca na vida de uma família, que servirão de ponto de partida para o filme “Sideral”, curta-metragem potiguar.
“Sideral” concorreu à Palma de Ouro da 74ª edição do Festival de Cannes.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Em um determinado momento de “Sideral”, curta escrito e dirigido por Carlos Segundo, o marido olha para a esposa e pergunta se tá tudo bem com ela. A resposta vem seca: “estou cansada”.
O cansaço que a mulher se refere é o que advém de uma rotina que outras mulheres conhecem bem: aquela que envolve o equilíbrio do emprego com o cuidado com a casa, com os filhos e com o marido - que, por sua vez, é um parceiro que não oferece a ajuda e o apoio que ela precisa.
O seu silêncio atravessa outras tantas mulheres que compartilham dessa mesma realidade.
O olhar sobre o drama particular dessa família é o eixo narrativo que dá a liga a “Sideral”, um curta que se passa num momento de efervescência científica na cidade de Natal. A Barreira do Inferno, unidade pertencente à Força Aérea Brasileira, é o local de onde será lançado o primeiro foguete brasileiro tripulado.
“Sideral” concorreu à Palma de Ouro da 74ª edição do Festival de Cannes e foi selecionado na lista preliminar da categoria de Melhor Curta-Metragem no Oscar 2023.
A obra é dirigida e escrita por Carlos Segundo, cineasta e professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
E Carlos Segundo ataca novamente! Excelente ideia e críticas muito bem colocadas, como sempre. Só gratidão.
Indicado para Melhor Curta Metragem tanto no Festival de Cannes quanto no Festival de Berlim, onde neste último ganhou Menção Especial. Acho sempre difícil dar uma nota para um curta, porque na maioria dos casos acabam sendo histórias que podiam ser muito mais bem desenvolvidas em um filme, este é o caso deste curta, adorei toda a premissa, mas você acaba não se aprofundando nos personagens que são riquíssimos em várias camadas. O elenco trabalha tão bem que merecia muito mais tempo em tela. Fiquei pensando na grana que dava para ganhar com um processo ou em como as condições sociais evidentes escancaram as divisões de classes quando o sujeito diz "mas ela vai continuar fazendo a limpeza lá". Um curta que tinha muito mais a dizer se tivesse o tempo necessário.
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Transita entre o fantástico e o realismo com um humor bem peculiar.
Faltou um maior aprofundamento, mas é um bom filme. Principalmente pela boa direção. Esse é daqueles casos em que acho que o curta podia ter alguns minutos a mais ou mesmo se tornar um longa. De qualquer forma é um filme simples, mas bom.