Uma graça para crianças e adultos. Além da história ser bem desenvolvida, tem momentos muito divertidos e uma lição importante no final. Fora que a arte é linda.
Ótima animação, visualmente linda e história bem agradável. Ela inverte a tradicional lenda do Pé-Grande para dar lições sobre como o medo pode paralisar sociedades diante daquilo que é diferente.
A cada porção de anos temos uma animação que retrata uma complexa sociedade de monstros que têm medo dos humanos e uma parte desse medo é o resultado de péssima comunicação entre os dois grupos. Nessas ocasiões, os roteiros exploram o mal-entendido entre as partes (e claro, possivelmente a crueldade, ataques e destruição por parte dos humanos ou geralmente não-intencional do outro lado), sendo as diferenças, ao fim, parcialmente resolvidas quando um humano entra em contato com a “civilização perigosa” e dá início a uma fase de mudanças. Em safras do novo século, assim foi com Monstros S.A. (2001), depois com Hotel Transilvânia (2012) e aqui, com PéPequeno (2018).
A premissa de PéPequeno é muito boa: uma vila de "pés-grandes", também conhecidos como Yetis, funciona em total harmonia. Eles têm comida, neve, transporte em teleféricos, neve e, além de mais neve, um monte de regras e verdades, que ficam expostas em forma de um casacão de pedras no corpo do seu líder, o Guardião das Pedras. O número musical do começo é quase um “Tudo é Incrível”, mas trocando o mundo de LEGO pelo nada-abominável mundo das neves.
Porém, em mais um dia de muita… (acertou!) neve, uma “ave de metal” (que nós humanos conhecemos como avião) surge no céu pegando fogo e cospe uma coisa… um PéPequeno! E o que era apenas uma lenda para o protagonista Migo (voz original de Chaning Tatum), vira um pesadelo, quando seu mundo, suas crenças, suas verdades todas são colocas em xeque. Ele descobre, então, que existe uma sociedade secreta que também questiona não apenas a existência dos PésPequenos, mas também as outras regras escritas nas pedras. Banido da sua vila, Migo usa a ajuda de seus novos companheiros para partir em uma viagem em busca da sua redenção, provando que ele não está mentindo, nem é louco.
Toda a apresentação do espaço geográfico e dos personagens tem um belo ar convidativo aqui. A fotografia tem aquele contraste de luz solar sobre o gelo que sempre dá um efeito visualmente chamativo e a predominância do braco mais um pouco de filtro de azul marcam fortemente essas cenas. A sensação de frio e ao mesmo tempo de aconchego são conseguidas através da simples, mas bem escolhida paleta de cores já na sequência que abre o filme. No último ato, esse mesmo bom trabalho fotográfico volta a aparecer, aí também com inteligentes escolhas da direção para mostrar a fuga dos Yetis e o show de luzes da pequena cidade no pé de uma das montanhas do Himalaia.
Em tempos de adoração religiosa sendo adotada para fazer política, questionar o que está escrito em pedras sagradas pode ser bastante útil.
E sendo assim, considero essa a MELHOR e MAIOR crítica dessa obra, no caso quando voltamos a vida real podemos perceber a tamanha lavagem cerebral que seitas e religiões fazem na vida do ser humano. Um excelente exemplo é;
Antes de Jesus, Moisés foi orar sozinho na montanha, voltou dizendo que bateu um papinho com Deus e, mesmo sem testemunhas, conseguiu seguidores (judeus).
Depois Maomé foi orar sozinho em uma caverna, voltou dizendo que bateu um papinho com o anjo Gabriel e, mesmo sem testemunhas, conseguiu seguidores (muçulmanos).
Joseph Smith Jr. foi orar sozinho na floresta, voltou dizendo que bateu um papinho com Jesus e, mesmo sem testemunhas, conseguiu seguidores (mórmons).
Como vocês podem perceber, o ser humano comum aceita qualquer bobagem sem questionar.
Essa narrativa é exatamente a mesma que os yetis vivem, não podem questionar absolutamente nada e acham isso completamente normal.
Viver pelos pensamentos de homens primitivos pode ser tudo, menos genial.
Yeti cantando, humanos confusos e mensagem bonitinha.
Animação simpática, com temas sobre crença, medo do diferente e tradição.
Não é memorável, mas é honesta
bonitinho
Não imaginei que ia gostar tanto
Uma graça para crianças e adultos. Além da história ser bem desenvolvida, tem momentos muito divertidos e uma lição importante no final.
Fora que a arte é linda.
Ótima animação, visualmente linda e história bem agradável. Ela inverte a tradicional lenda do Pé-Grande para dar lições sobre como o medo pode paralisar sociedades diante daquilo que é diferente.
A cada porção de anos temos uma animação que retrata uma complexa sociedade de monstros que têm medo dos humanos e uma parte desse medo é o resultado de péssima comunicação entre os dois grupos. Nessas ocasiões, os roteiros exploram o mal-entendido entre as partes (e claro, possivelmente a crueldade, ataques e destruição por parte dos humanos ou geralmente não-intencional do outro lado), sendo as diferenças, ao fim, parcialmente resolvidas quando um humano entra em contato com a “civilização perigosa” e dá início a uma fase de mudanças. Em safras do novo século, assim foi com Monstros S.A. (2001), depois com Hotel Transilvânia (2012) e aqui, com PéPequeno (2018).
A premissa de PéPequeno é muito boa: uma vila de "pés-grandes", também conhecidos como Yetis, funciona em total harmonia. Eles têm comida, neve, transporte em teleféricos, neve e, além de mais neve, um monte de regras e verdades, que ficam expostas em forma de um casacão de pedras no corpo do seu líder, o Guardião das Pedras. O número musical do começo é quase um “Tudo é Incrível”, mas trocando o mundo de LEGO pelo nada-abominável mundo das neves.
Porém, em mais um dia de muita… (acertou!) neve, uma “ave de metal” (que nós humanos conhecemos como avião) surge no céu pegando fogo e cospe uma coisa… um PéPequeno! E o que era apenas uma lenda para o protagonista Migo (voz original de Chaning Tatum), vira um pesadelo, quando seu mundo, suas crenças, suas verdades todas são colocas em xeque. Ele descobre, então, que existe uma sociedade secreta que também questiona não apenas a existência dos PésPequenos, mas também as outras regras escritas nas pedras. Banido da sua vila, Migo usa a ajuda de seus novos companheiros para partir em uma viagem em busca da sua redenção, provando que ele não está mentindo, nem é louco.
Toda a apresentação do espaço geográfico e dos personagens tem um belo ar convidativo aqui. A fotografia tem aquele contraste de luz solar sobre o gelo que sempre dá um efeito visualmente chamativo e a predominância do braco mais um pouco de filtro de azul marcam fortemente essas cenas. A sensação de frio e ao mesmo tempo de aconchego são conseguidas através da simples, mas bem escolhida paleta de cores já na sequência que abre o filme. No último ato, esse mesmo bom trabalho fotográfico volta a aparecer, aí também com inteligentes escolhas da direção para mostrar a fuga dos Yetis e o show de luzes da pequena cidade no pé de uma das montanhas do Himalaia.
Em tempos de adoração religiosa sendo adotada para fazer política, questionar o que está escrito em pedras sagradas pode ser bastante útil.
E sendo assim, considero essa a MELHOR e MAIOR crítica dessa obra, no caso quando voltamos a vida real podemos perceber a tamanha lavagem cerebral que seitas e religiões fazem na vida do ser humano. Um excelente exemplo é;
Antes de Jesus, Moisés foi orar sozinho na montanha, voltou dizendo que bateu um papinho com Deus e, mesmo sem testemunhas, conseguiu seguidores (judeus).
Depois Maomé foi orar sozinho em uma caverna, voltou dizendo que bateu um papinho com o anjo Gabriel e, mesmo sem testemunhas, conseguiu seguidores (muçulmanos).
Joseph Smith Jr. foi orar sozinho na floresta, voltou dizendo que bateu um papinho com Jesus e, mesmo sem testemunhas, conseguiu seguidores (mórmons).
Como vocês podem perceber, o ser humano comum aceita qualquer bobagem sem questionar.
Essa narrativa é exatamente a mesma que os yetis vivem, não podem questionar absolutamente nada e acham isso completamente normal.
Viver pelos pensamentos de homens primitivos pode ser tudo, menos genial.