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No início do século XX, Yohan e Victor ganham dinheiro vendendo fotos sádicas para a alta roda de São Petersburgo. Com a chegada do cinematógrafo, eles descobrem novas maneiras de expandir seu negócio que incluem uma rede de chantagens com as damas da cidade e a exploração de dois garotos siameses.
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Tema inusitado e bem desenvolvido.
Gostei bastante.
ideia realmente muito boa, mas achei a execução um tanto quanto bagunçada... a trilha sonora excelente como sempre e com uma bela fotografia.
Uma aula de cinema! A fotografia é um verdadeiro deslumbre estético. Fica fundo na gente esse gosto de melancolia, de funda nostalgia por coisas q não vivemos de fato, mas que aqui conseguimos experenciar. Um clima de época que nos fica sobretudo pelas imagens (em que pese a perversão humana há esse fascínio do olhar pela depravação) e as canções dos gêmeos reverberam fundo na alma como uma tristeza viva própria do corpo que decaído/elevado pela captura do olhar fotográfico encontra a si mesmo.
3 estrelas pela fotografia
Ambientado na Rússia ainda czarista no início do século XX, este insólito filme retira a capa do falso moralismo (e falso pudor) de patrões e empregados, identificando-os com perversões sexuais e pornografia (que constituem um longo casamento). Duas famílias de classe alta caem nas garras do devasso e perturbado Yohan e seu cúmplice calvo, uma figura amedrontadora que até lembra um pouco Nosferatus. E as "pessoas de bem" aceitam sem muita relutância a realização de atos pornográficos. A última cena é bastante significativa e resume numa imagem a entrega à pornografia como incapacidade de estabelecer vínculos afetivamente importantes.
A bela fotografia é sépia e lembra aquelas antigas fotos amareladas. Aliás, "Pro urodov i lyudey" faz uma bela homenagem ao início do cinema, quando as pessoas viam nas imagens em movimento uma nova - e boa - forma de expressão. E, evidentemente, as fotos pornográficas foram perdendo espaço para filmes. Não deixa de ser interessante observar o material feito para excitar sexualmente as pessoas da época (e que hoje até parece ingênuo e ridículo). Porém naquele contexto provavelmente devia ser visto como "bem quente".
"De Monstros e Homens" é um filme falado, mas contêm elementos de filmes mudos. Mais um ponto favorável à produção. A trama foge do "convencional" (pelo menos do que é feito hoje em dia) e receio que não agradará a maioria das pessoas que o assistirem. Não achei um filme sensacional mas vejo qualidades que o tornam uma obra singular.