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Umeno Mastuyoshi, é uma idosa que mora isolada num vilarejo perdido entre as montanhas, chamado Aska. Sua vida simples é esmiuçada com muita poesia e delicadeza por Alexander Sokurov, mostrando sua rotina diária regada a trabalho braçal, meditação e leitura de poemas de sua autoria. Esta obra prima do mestre russo Sokurov, congrega ao mesmo tempo, profundidade e leveza.
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Uma paisagem bela, uma história bonita e muitas camadas, belo filme!
É um belo documentário com uma doce velhinha japonesa que solta apenas umas risadinhas ( ou um choro ) no final do documentário que , apesar de ser parado , nos prende e nos encanta com suas belíssimas imagens . Foi o meu primeiro filme do Sokurov .
Poesia em forma de filme. Umeno não tem nenhuma fala, mas tudo está dito por ela e pela casa. Conseguimos, na riqueza dos detalhes, perceber um pouco da sua vida, suas lutas, seu dia-a-dia.
As vezes nem parece um ser humano, e sim, alguma parte da casa que a todo momento nos é exposto com seus detalhes. Seus dedos tortos, a força gravitacional para andar, o como seu corpo a comporta ajoelhada nos dão uma gama de informações e como esta mulher chegou até os dias que está sendo filmada.
O poema final é lindo.
De uma delicadeza sem igual.
A beleza está em todos os lugares, mas precisa de um poeta como Sokurov para reconhecê-la. Precisa de um diretor como Sokurov para mostrá-la com a delicadeza de uma pintura ukiyo-e do período Edo. Na poesia de Smirennaya zhizn, o silêncio, o vento e os sons da natureza se misturam porque Umeno é o silêncio, o vento e a natureza. Umeno é tudo o que existe em um Japão que existe cada vez menos.
É como se Sokurov tivesse se inscrito no relógio estático que conduz os dias da sra Mastuyoshi. sua rotina, a calma triste que perdura sobre suas ações, é tudo uma compilação que, como em uma ode a solidão e ao abandono, se desenha (somando-se a fotografia lenta e contemplativa), grão a grão na película, e que se finda em sua poesia melancólica. lindo filme.